Visão Geral dos Cadillacs 1950-1959


Para a maioria das pessoas, o nome Cadillac evoca imagens de carros repletos de dispositivos cromados, com rabo de peixe da “Fabulosa década de 50”. E por que não?

Esses Caddys eram a última expressão da prosperidade pós-guerra dos Estados Unidos. Para Detroit, os cadillacs eram algo ambicioso, o tributo em quatro rodas às novas maravilhas tecnológicas da “era do jato” e a vida boa prometida das casas ultramodernas cheias de conveniências para as novas, seguras e espaçosas comunidades suburbanas.

Cadillac Eldorado 1953

Era uma época na qual possuir um Cadillac assegurava status instantâneo como símbolo de riqueza e conquista. Elvis Presley tinha um Cadillac. Os magnatas da indústria também, as celebridades de Hollywood e até mesmo o herói de guerra e presidente dos EUA, Dwight Eisenhower.

O Cadillac Eldorado Biarritz 1959 encarnava os modelos extravagantes da década de 50.

Nenhuma outra marca de carros de luxo tinha esse poder sobre o público: não foi o Lincoln, não foi o Imperial da Chrysler e certamente não foi o Packard que caiu no esquecimento após 1958. E apesar do Lincoln e do Imperial terem provocado por desafios ocasionais, nenhum deles chegou nem perto de eclipsar as vendas ou o prestígio do Cadillac. Simplesmente, nas quatro décadas a partir de 1950, o Cadillac não teve nenhuma concorrência importante no mercado interno dos Estados Unidos.

 Eldorado Brougham 1957

É óbvio que o sucesso e as freqüentes extravagâncias do Cadillac na década de 50, tinham os seus caluniadores. Para essas pessoas, os Cadillacs eram duas toneladas de excesso desprezível, o resumo do “feio americano” e das “carroças arrogantes” de Detroit.

Um dos últimos presidentes do Banco Central Americano os chamou de “exuberância irracional”. Mas todos os carros refletem o espírito do seu tempo e os Cadillacs atingiram o seu objetivo durante a década de 50. A única coisa melhor pode ter sido um “Cadillac de ouro maciço,” o prêmio da heroína de uma peça de sucesso na Broadway e de um filme de Hollywood.

A Cadillac criou carros fantasiosos de dois lugares na década de 1950, incluindo este carro de exibição, o Cadillac La Espada 1959

A Cadillac apresentou vários carros de dois lugares na década de 1950.

O primeiro foi o Cadillac Le Mans 1953, que se parecia muito com o Cadillac Eldorado 1954 de linha, com distância entre eixos de 2,9 metros. Aquela mesma dimensão equipou o Cadillac El Camino cupê 1954 e o Cadillac La Espada 1959 conversível, que sinalizou o estilo do modelo de linha Cadillac 1955. Um Cadillac LeMans reestilizado também foi mostrado na Motorama de 1955.

 O mais espantoso de todos foi o Cadillac Cyclone 1959, um modelo parecido com um foguete, com distância entre eixos de 2,6 metros, suspensão independente nas quatro rodas, construção em estrutura única e uma capota em forma de “bolha” de plástico transparente. O teto era revestido por dentro com prata vaporizada para resistir aos raios do sol e deslizava para fora quando a porta era aberta. E as portas eram do tipo deslizante e funcionavam eletricamente, como nas modernas minivans.

 Cadillac Eldorado 1959

O Cyclone foi um presente de despedida do chefe de projetos da GM, Harley Earl, que se aposentou em 1958. Seu sucessor foi o seu substituto de longo tempo Bill Mitchell, que iria devolver o Cadillac a um estilo mais digno na década de 1960.

Cadillac Fleetwood Eldorado Coupe 1967

Cadillacs 1950, 1951, 1952, 1953

O Cadillac iniciou a década de 50 com modificações em relação ao seu desenho básico de 1948, sendo o suficiente para continuar sua popularidade até 1953. Como o projetista Mitchell da General Motors salientou certa vez: “A aparência tradicional é sempre preservada. Se uma grade é alterada, a traseira fica sem modificações; se o rabo de peixe recebe uma alteração, nada acontece com a grade”.

Cadillac Fleetwood Eldorado Conversível 1976

E foi assim que aconteceu: um pára-brisa sem repartição e uma grade remodelada em 1950, grades auxiliares abaixo dos faróis em 1951, um distintivo alado naquele lugar para 1952, janelas traseiras sem repartições e protetores do pára-choques frontal com sugestivas ponteiras “Dagmar” em 1953. Igualmente sábia, a Cadillac desistiu dos fastbacks mais cedo do que os carros da GM, trocando todos os seus cupês da década de 1950 para perfis do tipo notchback com teto rígido à la Coupe de Ville.

A série 61 do Cadillac saiu de linha em 1951. A foto é de um Cadillac 1950 da série 61 com teto rígido.

Os modelos também não mudaram muito em 1953. Ainda aparecendo como uma das mais vendidas, a série 62 oferecia um sedã de quatro portas, conversível, o Coupe de Ville e um cupê com teto rígido menos luxuoso, todos com a tradicional distância entre eixos de 3,2 metros.

 

O Cadillac Sixty Special continuou com o seu modelo isolado super luxo de quatro portas, com sua própria distância entre eixos, que agora era de 3,3 metros, comparada com 3,4 metros para 1942-1948. A série 75 ainda apresentava sua costumeira linha de limousines e sedãs com longas distâncias entre eixos montadas em um chassi de 3,7 metros. A Cadillac também continuou a fornecer chassis para vários fabricantes de carrocerias, com uma média de 2.000 por ano até 1959.

A “pioneira” série 61 ainda estava sendo fabricada em 1950, mas o seu sedã e o cupê inspirados no De Ville foram rebaixados para uma distância entre eixos de 3 metros (quando tinham 3,2 metros na década de 1940). O câmbio manual permaneceu como padrão aqui (e na série 75), mas outros Caddys agora vinham com câmbio Hydra-Matic sem nenhum custo extra.

Os modelos da série 61 não tinham tantas peças cromadas e os interiores eram mais simples, mas também, seus preços eram menores (por volta de US$ 575). Mas com um recorde de vendas em 1950 de mais de 100.000 unidades, o Cadillac não precisava mais demonstrar que era um “líder de preços”, então a série 61 foi cancelada após 1951, desta vez para melhor.

A Cadillac produziu uma quantidade limitada do reluzente Cadillac Eldorado 1953 conversível

Depois de ter observado o seu aniversário dourado com poucas mudanças em sua frota, em 1952 a Cadillac lançou o reluzente conversível com edição limitada, o Eldorado 1953 da série 62. Como os novos Buick Skylark e o Olds 98 Fiesta daquele ano, ele apresentava recursos que foram antecipados na mostra de carros GM Motorama: interior personalizado, pára-brisa “panorâmico” especial, rebaixado e envolvente, friso esportivo “saliente” (abaixo das janelas laterais) e uma cobertura de metal em lugar de uma de lona para cobrir o teto recolhido. Um carro de destaque, o Eldorado foi uma antecipação dos futuros Cadillacs, mas somente 532 unidades do modelo de 1953 foram fabricadas, principalmente devido ao preço elevado que beirava US$ 7.750.

 

Cadillac Eldorado Biarritz Coupe 1979

As vendas do Cadillac – e os cavalos de potência – continuaram a subir de 1954 a 1956.

Colaboração de Marcus Conte
Presidente do Cadillac Club Brazil

Enviar Comentário

  1. João Marques dos Reis
    10 de dezembro de 2009

    Maravilha de fotos. Sou um amante dos “Cads”. Espero um dia posuir alguns modelos destes.

  2. FERNANDO NEUMANN
    3 de agosto de 2011

    Marcus Conte, sou arquiteto e estou fazendo o projeto de uma garage para um cliente que tem, desmontado em fase de restauração um CADILLAC FLEETWOOD 1950, 4 portas capota rígida. Preciso para este projeto saber as dimensões exatas dele. ( so o comprimento). sabemos que é entre 5,70m à 6,10m, tem como me informar exatamente? na net não consegui localizar tal informação deste modelo.
    Grato pela sua atenção .
    FERNANDO NEUMANN

  3. Francisco
    23 de dezembro de 2011

    Preciso saber aonde conseguir uma miniatura de Cadillac conversivel ano 1951.
    grato

Deixe uma resposta