Irineu Corrêa, o Leão de Petrópolis – Por Vicente Miranda


A tradição automobilística da cidade de Petrópolis vem de longo tempo. A cidade em que hoje em dia grandes equipes do automobilismo nacional têm suas instalações, foi berço de um dos primeiros ídolos das corridas brasileiras, o piloto-preparador Irineu Corrêa.

Irineu tomou parte no I Grande Premio da Cidade do Rio de Janeiro em 1933, no lendário Circuito da Gávea, com um Ford V8 modificado por ele próprio. Na véspera da corrida, Irineu foi o piloto mais rápido, já se revelando como a grande promessa brasileira. Infelizmente seu carro quebrou a bengala poucos metros após a largada. A prova foi vencida pelo piloto brasileiro, o diplomata e barão Manuel de Teffé, pilotando uma Alfa Romeo.

No ano seguinte, em 1934, com seu Ford melhor preparado, enfrentando pilotos estrangeiros dotados de máquinas superiores, como Alfa Romeo, Fiat e Bugatti, mesmo largando em último, Irineu sagrou-se vencedor, já iniciando sua carreira como um dos primeiros ídolos do nosso automobilismo.
 

Irineu Vitorioso em 1934

Em 1935, com um Ford V8 novo, “do ano”, muito bem preparado pela equipe petropolitana, Irineu Corrêa já angariara simpatia do público e reconhecimento de outros pilotos pela eficiência das modificações mecânicas que fazia em seu carro. Antes da prova, Irineu Corrêa fez o seguinte comentário: “O perigo está em toda parte e em uma corrida de automóveis qualquer um pode morrer”.

Na manhã de 2 de Junho de 1935, foi dada a largada na Rua Marques de São Vicente, esquina com João Borges. Instantes depois, na Avenida Visconde de Albuquerque, Teffé aparece em primeiro e Irineu, ao tentar corrigir uma derrapagem, choca-se com uma árvore caindo no canal dessa avenida, acidente esse que ceifou a vida do nosso grande piloto.

 

Apenas para finalizar o texto, no ano seguinte, Dante Colombo, com o Ford V8 que pertencera a Irineu Corrêa, chocou-se contra um poste durante os treinos, vindo a falecer.

Referência:
livro Circuito da Gávea, de autoria do automobilista-escritor petropolitano, Paulo Scali.

Saudações,
Vicente Miranda

5 Comentários

  1. Vicente,

    Parabéns pela escolha da matéria, afinal a história só tem eficácia se contada!! E, nesses tempos corridos de informações cada vez mais velozes, sempre é saudável nos lembrarmos do início, de velocidades não tããão altas assim…

    Abraço

    Welco

  2. tibiriçá de los santos
    26 de março de 2010

    Sendo um apaixonado pelo automobilismo e hoje piloto da Fórmula Classic RS, que reúne carros históricos aqui em Porto Alegre, a exemplo de SP, li a matéria e pela primeira vez vejo o nome de Irineu Corrêa, observando que teve carreira extremamente curta. A história é feita por todos nós, assim, sua rápida passagem pelas pistas também ajudou a fazer a história. O registro é válido e as novas gerações precisam ter acesso às informações relativas ao automobilismo, desde suas priscas eras até o presente.
    Valeu a matéria
    ab
    tibiriçá de los santos

  3. Sidney Cardoso
    27 de março de 2010

    Vicente
    Parabéns pela matéria!
    Meu pai ia assistir as corridas no Trampolim do diabo e era muito fã do Irineu Corrêa.
    Somente neste mês fiquei sabendo que ele era de Petrópolis.
    Abraço,
    Sidney

  4. marcelo Corrêa da silva
    8 de abril de 2016

    Boa noite,

    linda matéria sobre o piloto IRINEI CORRÊA.
    Tenho guardada uma reportagem sobre Irineu Corrêa na época de seu falecimento.
    Na reportagem fala de meu avô que era tio do Irineu Corrêa.
    Irineu Corrêa filho de Mario Corrêa da Silva irmão do meu avô Antônio Corrêa.
    O primo de primeiro grau esta vivo e mora ainda em Petrópolis em Valparaiso AFONSO CORRÊA que vem a ser meu tio.

    Sou Marcelo Corrêa da Silva honrado por pertencer a família CORRÊA.

  5. ALMIR
    29 de dezembro de 2016

    IRINEU CORREA , DA FAMILIA CORREIA , PROPRIETARIA DA LOJA DE ROUPAS – CASA CORREIA FILHO , QUE FICAVA NA 15 DE NOVEMBRO , DE CAROLIS, CASA ROBERTO E CASA CORREIA FILHO …..

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