Ferrari 308 GTB, um sonho dos anos 70


O sucessor do Dino 246 GT/GTS foi apresentado em 1975, sendo designado por 308 GTB, “B” de Berlinetta. Tinha motor V8 de 2.926 cc e 255 CV de potência às 7.700 rotações.


 
Apresentava um desempenho de excelência, com quase 250 Km/h de velocidade máxima e cerca de seis segundos dos zero aos 100 Km/h. Distinguia-se pela sua carroçaria em fibra de vidro, uma estreia para a Ferrari, que não vingaria. A partir de 1977, passou a estar equipado com carroçaria em aço, que pesava mais 90 quilos.


 
A sua estética foi muito bem recebida e o novo “pequeno” Ferrari foi um sucesso, sobretudo nos Estados Unidos, apesar de as versões americanas terem um pouco menos que 50 CV.


 
O motor já tinha sido utilizado no 308 GT4 – o Dino de quatro lugares, desenhado por Bertone e apresentado em 1973 – e apresentava uma importante evolução técnica, sendo o primeiro V8 Ferrari para automóveis de produção em série. Estava equipado com quatro carburadores duplos, uma solução nobre, mas que exigia manutenção mais frequente.


 
Em 1977 surgiu também uma nova versão com tejadilho móvel, designada 308 GTS.
 
Em 1980, ambos os modelos receberam injeção eletrônica, com as respectivas designações a refletirem esta alteração: 308 GTBi e GTSi. As normas anti-poluição, sobretudo as que entraram entretanto em vigor na Califórnia, um dos principais mercados regionais da Ferrari, assim obrigavam.

As consequências eram significativas em termos de potência (que descia para os 215 CV) limitando significativamente as performances que eram, anteriormente, de referência.


 
Ano e meio depois, chega uma solução melhor, graças à adoção de uma cabeça de motor com quatro válvulas por cilindro. A potência recuperou boa parte do que havia perdido, com 240 CV, mantendo a eficiência melhorada da injeção electrônica.


 
A última evolução do 308 surgiu em 1985, com o 328. Estava equipado com um motor de 3.185 cc e 270 CV, podendo contar com ABS.


 
Ao todo, produziram-se quase 20.000 exemplares dos Ferrari 308/328, fazendo desta gama um dos maiores sucessos comerciais da marca.

  
Este e outros modelos icônicos da Ferrari podem agora ser vistos na exposição temporária “Ferrari: 70 anos de paixão motorizada”, patente no Museu do Caramulo.

 

Fonte: Museu do Caramulo
 

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