Carros sonhados – Ford GT 40


No começo da década de 60, a Ford criou uma estratégia de marketing para o veículo, na qual seu principal atrativo era um perfeiro desempenho. Para consegui-lo, a montadora organizou um programa de corridas de alta competição; rompendo uma acordo de cinco anos com outra grande empresa automobilística norte americana. A importância do mercado potencial das competições superava a dos demais, o que justificou o esforço inicial da empresa de se concentrar nos chamados stock cars e nas 500 milhas de Indianápolis, com o Lótus.

Naquela época, a competição automobilística era um esporte com poucos fãs nos Estados Unidos. As corridas de automóveis que quase não tinham audiência, com exceção das “24 horas de Le Mans”, que se converteram no principal investimento esportivo internacional da Ford. Em 1963, a Ford esteve a ponto de comprar a Ferrari, mas a idéia foi descartada. A Ford, então, passou a trabalhar com fabricantes ingleses especializados e, por último, com a montadora Lola, que desenvolvia um carro GT com o motor Ford.

Le Mans , 1966

O projeto, com sede na Inglaterra, foi posto rapidamente em marcha. A Lola foi temporariamente incorporada, juntamente com os serviços de Eric Broadley, do projetista Royn Lunn e do gerente John Wyer. O projeto do GT 40 foi iniciado em meados de 1963 e a primeira unidade, um cupê com linhas estilizadas e 40 polegadas de altura; daí seu nome, foi colocada à venda em abril de 1964. O modelo apresentava uma estrutura central, com uma coluna de aço reforçada e amplos compartimentos laterais para o depósito de gasolina. O 8V de 4,2 litros possuía um motor central que foi definitivamente substituído pelo 8Vde 4,7 litos e barra de pressão.

Praticamente não houve tempo para o projeto e a primeira temporada de corridas foi uma decepção. Os pilotos abandonaram cada uma das oito primeiras corridas realizadas.
Finalmente, na competição de Le Mans os resultados obtidos pelo GT40 foram alentadores. Em 1965, o GT40 ganhou um prêmio em Daytona e, no fim do mesmo ano, ganhou a corrida da África do Sul.

Le Mans , 1967

Os gerentes da Ford decidiram aumentar sua potência total e desenvolveram o MkII, um GT40 reforçado com motor 8Ve 485cv de 7 litros. A carreira esportiva do GT40 foi entregue as equipes independentes e o MkII a equipes associadas principalmente, Sholby e Holman & Moody. Em 1965, a fase de treinamento do MkII foi problemática, mas, no ano seguinte, ganhou as competições de Daytona e Sebring e classificou-se nos três primeiros lugares em Le Mans, representando a Amon e a McLaren.

O programa foi ampliado até 1967 com o projeto Mk IV. Este modelo era parecido a o GT40, no entanto a sua estrutura era diferente. O Mk IV foi desenhado e fabricado nos Estados Unidos. A montadora CanAm superou os obstáculos com um modelo derivado aberto, o Mk IV, que iniciou a sua trajetória com as competições de Silbering e Le Mans, em 1967, conquistando o primeiro lugar. Na mesma época, a Ford retirou-se da competição internacional.

Largada Le Mans 1966

 

FICHA TÉCNICA
Ford GT 40Apresentado em 1975
MOTOR: 8 cilindros em V de 90 graus; diâmetro por curso: 101,6 x 72,9mm, 4.736 cc. Válvulas em cilindro com barra de pressão; potência máxima: 340 cv a 6.500 rpm. (Mk III: 306 cv a 6.000 rpm).
TRANSMISSÃO: Caixa de marchas ZF de cinco velocidades combinadas com o diferencial traseiro (Mk III: caixa de marchas Colloti com quatro velocidades).
CHASSI: Semimonobloco de aço laminado.
SUSPENSÃO: Dianteira: Independente com duplo trapésio articulado e molas cônicas. Traseira: Independente com barra de torção e trapésio articulado inferiores.
FREIOS: A Discos Girling.
DIMENSÕES: Comprimento total, 2.410mm; bitola dianteira,1.400mm; bitola traseira, 1.400mm.

 

Ironicamente o desenhista do Lamborghini Miura reconheceu ter buscado inspiração no GT40, sem deixar de resaltar que o Miura também é considerado um super carro que também fez história …

 

Fonte: Top Cars – Modelos clássicos

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  1. Antonio Manuel Penafort Pinto Queiros
    6 de setembro de 2010

    Há décadas me disseram,
    que a técnica usada pelas GT40,
    para vencerem as Ferraris as 24 hs de Le Mans,
    foi colocar algumas GT40,
    em forte ritmo nada recomendável ,
    para prova de 24 horas,
    o que obrigou as Ferraris a fazerem o mesmo,
    para que pudessem ter alguma chance,
    o que teria causado problemas em ambas,
    e na disputa entre 5 GT 40, contra as 3 Ferraris,
    as GT 40 que vinham bem lá atrás, se poupando,
    venceram.

    Era a resposta do Henry ao Enzo,
    por não ter aceitado a venda da Ferrari a Ford,
    quando tudo estava praticamente acertado.

    Se a ford tivesse comprado a Ferrari,
    ela poderia ter tido o mau gosto,
    de modificar a belíssima 365GTB/4 Daytona para pior,
    semelhante ao que a Chrysler atentou contra o Countach,
    assim que comprou a fábrica Lambo,
    quando lançou a versão a desonsiderada estéticamente,
    versão 25º aniversário.

    No meu parecer,
    a reprodução do Ford GT 40 da Americar,
    por R$250K,
    é o melhor carro que o Brasil produz atualmente.

    E um grande abraço ao Cleber.

    Penafort.

  2. Adilson de Souza Lima
    28 de dezembro de 2011

    Boa tarde meu caro Penaforte!
    A resposta a seu comentário esta totalmente atemporal, mas, não deu pra segurar…
    Pô, os GT 40 ganharam por quatro ou cinco anos consecutivos… até a “organização” da prova alterar o regulamento para deixar de fora o MONSTRO de Le Mans.
    Me desculpe, mas a estória que voce ouviu, não tem a menor consistencia, parece mesmo, chororô de PARMERISTA, PÓ DE ARROZ(são paulinos), e VIÚVAS DO REI PELÉ, quando tomam cacete do CORINGÃO…

    ABRAÇO!!

  3. Antonio Manuel Penafort Pinto Queiros
    14 de janeiro de 2012

    Já tenho um voto no ford gt 40, do Dinho Amaral, para Automóvel mais belo do mundo, quem mais vota no gt40? ABS, AMPQ

  4. 20 de janeiro de 2012

    muot buom

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