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-Embora até à década de trinta do passado século, nenhum veículo da Opel tenha sido construído especialmente para fins militares, era ainda assim freqüente a utilização dos seus automóveis e das suas técnicas de tracção pelas forças militares. Na maior parte dos casos, tratava-se de adaptações pontuais dos modelos civis.

-A Opel era não só a maior fabric ante alemão de veículos, como metade da sua produção era exportada. Mas não apenas estes fatos marcantes levavam uma utilização militar acima da média dos Opel. A tracção convencional sobre o eixo traseiro, motor sempre pronto a arrancar e a bem conhecida fiabilidade tornavam os Opel bem preparados para enfrentar os lamaçais esburacados bem como os terrenos acidentados.



-Os militares desejavam veículos com capacidades todo-terreno (totais ou parciais), sobretudo para caminhões, tendo este requisito respondido firmas especializadas, como a Stoewer e Hanomag. Estes veículos revelaram-se demasiado sensíveis para a dureza da guerra e também muito caros.
Procurando soluções mais simples, a VW desenvolveu em 1942 uma versão do Carocha denominada (literalmente, carro em forma de “tina” ou “cuba”) como um carro todo terreno. Este tipo de carroçaria foi também aplicado a alguns modelos da Opel, nomeadamente o 1,2L e o P4, aproveitando os seus robustos chassis, juntamente com suspensões reforçadas e pneus de maiores dimensões.
Estes Opel Kuebelwagen foram também distribuídos pelas unidades de polícia e milícias, não sendo, no entanto, veículos de combate, mas sim para serviços de ligações entre as unidades militares, transportes leves e “carros-sirene”, estes últimos para avisar as populações da eminência de ataques. Eram também como “carros antifalente” e “carros de filmes”, sobretudo usados em ações de propaganda interna.



-As limusines e cabriolets da Opel, eram não só usado como carros de chefia, mas também como “unidades de relatório” sobre o estado da guerra.
-Fabricado a partir de 1939, o Kapitain foi um dos carros preferidos dos comandantes militares e oficiais superiores, tal como o Admiral de 3,6L/6 cilindros.
-A limusine Admiral chegou ainda a ter utilizações exóticas, como carro-sanitário e transportador de armas ligeiras.
-No entanto, os seus motores de 3,6L consumiam demasiado combustíveis, tendo a sua utilização vindo a ser progressivamente abandonada.
-Este motor foi re-utilizado para propulsionar o caminhão Blitz de três toneladas, possibilitando assim outras capacidades de transporte.



-A comunalidade entre a as partes mecânicas e peças de vários modelos Opel tornou-os muito desejados pelas unidades militares que, longe das suas bases logísticas, resolviam com facilidade e rapidez os problemas mecânicos das suas viaturas.
 

fonte: Super 6 ano 2 - volume 2 - N° 7

 

 


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