Há onze anos, postergamos um retorno às Serras Gaúchas, lugar que gostamos demais e retornamos diversas vezes.

  Na verdade, durante este intervalo fiz breves passagens pela região, duas delas a caminho do Uruguai e uma a partir de Gravataí em um domingo entre duas semanas de trabalho nesta cidade, mas exclusivamente para passar um maior período realmente já fazia muito tempo, portanto muitas coisas novas deveriam haver por lá, uma delas o Museu do Automóvel de Canela.

   O principal propósito, além de conhecer o Museu, seria fazer uma viagem de reconhecimento da região, ou melhor, atualização. Uma prática que temos antes de levar nosso grupo de viajantes, Rota do Asfalto.

O primeiro plano para nossa hospedagem em Gramado, seria o pequeno hotel que sempre ficamos, a 7 Km do centro da cidade, mas ao ligar para fazer a reserva, descobrimos que ele havia fechado. Bastaram algumas visitas a sites de locação de imóveis, realizadas pela Lou e o Rapha, para conseguir algumas opções e alugamos um apartamento para quatro pessoas a poucas quadras da avenida Borges de Medeiros, a principal avenida de Gramado.

   Partimos dia 02 de janeiro de 2020 nos revezando ao volante ao longo da viagem e parando a cada duas ou três horas para um simples café ou o almoço.

   Na primeira parada, já no estado do Paraná, tivemos a felicidade de constatar que o adesivo de nossa viagem ao Chile, colado sete anos antes, ainda estava ao lado de outros na mesma vidraça.

 Como de costume dividimos os 1.100 Kms de percurso total em dois dias, sendo o primeiro o mais longo, até a cidade gaúcha de Vacaria.

Jantamos e fomos dormir cedo para recuperar a disposição para os poucos, mas curvilíneos quilômetros do dia seguinte.

   Dirigi por volta de duas horas em um relevo bem menos monótono do que o dia anterior, cheio de curvas e serras e transferi o comando do grande sedã para o Rapha, que o conduziu até Gramado, onde chegamos por volta das 13h:00.

   Passamos a semana toda revendo os lugares que mais gostamos, envolvendo além de Gramado e Canela, também Nova Petrópolis.

   Através de uma negociação muito estratégica, deixamos a Lou e a Giulia em outra atração à escolha delas, a eleita foi o Museu da Moda e fomos eu e o Rapha conhecer o novo acervo.

   O prédio onde está instalado o museu já era nosso conhecido, pois há alguns anos ele abrigava outra coleção de carros antigos, mostrando que o endereço tem vocação para o tema.

   Disposta em um tipo de linha do tempo divida por salas, a eclética coleção exibe em torno de 40 automóveis, entre nacionais e importados, iniciando pelos anos 1920, como Marmon, Buick e Ford T e A.

   Mais alguns importado viriam em seguida, a maioria deles norte-americanos

Continuando a viagem na linha do tempo, a parte mais interessante da coleção estava por vir, seriam os nacionais (alguns deles bem raros), como o GT Malzoni, Lafer LL, Brasinca 4.200GT, Hofstetter e IBAP Democrata.

   Um detalhe de muito bom gosto foi a instalação de painéis temáticos logo atrás de alguns carros, criando um ambiente de visual muito agradável.

   A propósito, percebemos uma Gramado e região muito mais estruturada e com diversas novas atrações do que há poucos anos, quando a visitamos.

Com atividades para a família toda, inclusive para nós antigomobilistas, com o já tradicional Hollywood Dream Cars e seus carrões norte-americanos dos anos dourados, o Super Carros de Gramado, onde é possível alugar um ícone esportivo para dar uma volta e o pequeno Museu do Fusca em Canela (este último não tivemos tempo de conhecer), há muito o que fazer nas Serras Gaúchas .

   Com o roteiro pela região bem definido para um breve retorno com o nosso grupo, tomamos a BR116 de volta para São Paulo após uma semana inteira, a bordo do confortável Omega do Rapha, que comprovou a qualidade de sua manutenção através de um comportamento impecável durante todo o trajeto.

   Com esta viagem contabilizamos oito ou nove passeios pela região em um intervalo de 26 anos e a pergunta que nos fazem é sempre a mesma:

   O que vocês vão fazer outra vez lá?

   – Quem sabe da próxima vez conseguiremos responder.

Até a próxima coluna

Wagner Coronado

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