ENTREVISTA ESPECIAL COM KIKO MALZONI - DEZEMBRO 2008
O Portal AutoClassic visando maior interatividade entre nossos leitores e amantes dos Malzoni´s, com muita honra traz - Kiko Malzoni, filho do fantástico Genaro (Rino) Malzoni – Construtor de importantes veículos que fizeram a história da nossa indústria automobilística.
Neste Especial, o Portal AutoClassic convidou alguns antigomobilistas para entrevistar nosso querido Kiko Malzoni que contará um pouco sobre a história dos carros produzidos pelos Malzoni´s.
Antes um pouco sobre Kiko...
Francisco José Malzoni, este moço de sorriso limpo e largo é o nome verdadeiro de Kiko. Nasceu em Matão, interior de São Paulo, cidade onde seu pai, o advogado - Rino Malzoni tinha uma fazenda, local que construía seus carros.
Atualmente, Kiko trabalha no Mercado Financeiro e tem como Hobby restaurar de forma primorosa os carros produzidos pela família Malzoni.
Através desta entrevista exclusiva, feita por antigomobilistas de todo Brasil (e até Portugal), conheça um pouco a história automotiva dos Malzoni´s.
Vale ressaltar que disponibilizaremos um livro de perguntas e respostas caso você queira participar desta “mesa redonda”...
Esperamos que gostem do presente...
Kiko Malzoni e seu Puma 4R
Pergunta: Roberto Nasser - Curador do Museu do Automóvel de Brasília
kiko, saudades.
Creio haver duas dúvidas maiores com relação aos número e tipo de veículos que antecederam ao GT Malzoni. Do que sei, com mecânica vemag:
Primeiro protótipo em lata, 2+2, cor azul - carro desaparecido depois de recebido pelo seu primo casella que o transformou em conversível;
Malzoni 2 - carro mais proporcional, 2 lugares, com pequena tomada de ar no capô, teto elevado pelo uso de párabrisas de belcar vemag, e porta malas pequeno. foi feita um molde em chapa - salvo engano formando unidade utilizada pelo nosso sempre festejado rino - cedido à mm para correr pela vemag, com o marinho posteriormente três cópias em fibra. uma para o zé roberto, amigo do seu pai e aparentado de uma de suas tias; outro para seu tio; terceiro para o rino. um sobrevive no jr;
Malzoni 3 - os 3 carros destinados à equipe vemag. teto mais elevado, quebra vento menos angulados, parachoques em peça única;
malzoni 4 - o modelo acertado pelo anísio pós Salão de 1964 e que foi à produção, marcado pelos párachoques bi-partidos.
onde entra a unidade 2+2, em chapa, construída para a sua irmã e por você adquirida - Rio Grande ou ABC?
na sua fase de Malzoni GT ( vw) quantas unidades foram construídas? Todas em araraquara ? Sob qual razão social ? E o comprador das formas e direitos, quantos construiu ? Há diferenças entre estes e os seus ? Qual a razão social deste prosseguidor e onde funcionava ? Também em araraquara ?
estes pontos serão esclarecidos no livro que você conduz sobre os malzoni ?
parabéns pelo cuidado em resgatar e preservar esta história tão importante no desenvolvimento da indústria automobilística brasileira, e que está no seu dna. Admiração antiga, Roberto Nasser.
Caro Roberto,
Uma pena você não ter ido ao último Blue Cloud.
Roberto a cronologia é a seguinte:
1º Protótipo 2+2 com chassis Vemag inteiro
1º O protótipo 2+2 com chassis Vemag inteiro (sem corte) pintado primeiro de bordo e depois de azul dado de presente ao meu primo que infelizmente foi destruído.
2º Modelo Tipo II
2º Modelo Tipo II . É o carro que o Marinho correu com vitória já na terceira corrida GP SIMON BOLIVAR. Esse carro é de Chapa, não foi feito molde para fibra e está comigo , sendo restaurado em Petrópolis.
3º Modelo Tipo III
3º Modelo Tipo III - É uma variação do tipo II com os faróis já um pouco mais inclinados. Desse carro foi tirado um molde e laminado uma carroceria de fibra muito pesada que não deu certo para pista por razões óbvias.
Modelo Tipo IV
E finalmente, o Tipo IV que é esse que a VEMAG encomendou três carrocerias para competição que originou a Luminari e depois a PUMA.
Vale dizer que o tipo IV com para-choques inteiros e depois bi-partidos é o mesmo carro (idênticos) e não teve a menor participação do Anísio.
O carro que foi presenteado a minha irmã no dia do seu casamento é o tipo IV do Salão do Automóvel de 1965 (prateado com estofamento vermelho), modelo de chapa de onde foi tirada a forma para fazer os três primeiros para a VEMAG que depois foram fabricados entre 43 e 45 carros igual ao seu .
Já na minha fase 1976 (Araraquara) construi 20 automóveis e depois vendi os direitos de fabricação a Marques Indústria de Veículos Ltda que fabricaram mais uns 15 carros entre Matão e Santos.
Roberto espero ter esclarecido as suas dúvidas. Qualquer coisa me ligue.
Abraços,
Kiko
P.S . A recíproca é verdadeira.
Pergunta: Maurício Pontual- Presidente Puma Clube RJ
Qual a maior dificuldade encontrada na restauração do 4R? Qual a parte mais difícil?
Caro Maurício,
Foi um prazer te ver em Caxambu, precisamos nos ver mais . Com certeza a maior dificuldade da restauração do 4 R foi o estado precário da carroceria, muita massa e até pedaços de chapa. Para você ter uma
idéia, precisamos refazer a fibra toda.
Abraços,
Kiko
Pergunta: Péricles - Diretor Social – Puma Clube RJ.
Qual a diferença de dirigibilidade entre o Puma "normal" 69/70 e o 4R?
Prezado Péricles,
A diferença básica se dá por causa do entre eixos. O 4 R por ter um entre eixos maior, é mais estável em curvas de alta, enquanto o Puma se comporta melhor em curvas de baixa.
E em relação ao conforto interno, qual a diferença?
Com relação ao conforto o 4 R é mais confortável pelo mesmo motivo, 10 cm a mais entre os eixos.
Abraços,
Kiko
Puma 4R - 3º a ser sorteado pela Revista 4Rodas
Pergunta: Felipe Nicoliello - Presidente do Puma Clube São Paulo
Se nos carros sorteados dois eram bronze metálico e o terceiro era azul metálico, por que o 4R foi pintado de verde escuro metálico com o interior preto?
Felipe,
O primeiro 4R era cor de tijolo, o segundo azul e o terceiro verde , todos metálicos.
Abraços,
Kiko
Pergunta: Paiva - Diretor Regional FBVA – RJ
Kiko o protótipo do puma 4R está com você hoje? Chegou a ser um carro completo?
Sim, o 4r que esta comigo não é o prototipo é o verde que foi o terceiro a ser sorteado.
Abraços,
Kiko
Pergunta: José Rezende Mahar- Jornalista Automotivo – Rio de Janeiro
Queria um comentário aprofundado sobre o carro do Carlos André, o Malzoni de corrida, que foi reconhecido pelo Crispim e pelo Jan Balder como sendo um autêntico Racer das 500 nilhas de 66. Há quem diga, uma facção no mundo da fumaça azul, que esse carro é fake.
Mas com uma identificação de quem veio e assinou o carro, umas poucas duvidas permanecem: a carroderia, cujo DESIGN é idêntico, tem fibra mais grossa e pesada que os Racers dos anos 60. Quebravam tudo em 3 corridas, daí um provável reencarroçamento.
Ponhamos então a polêmica para ferver!
Que não fique pedra sobre pedra!!!!
Eu quero ver o circo pegar fogo!!!!
Prezado Mahar,
A Equipe VEMAG de competição, através do Jorge Letry encomendou ao meu pai 3 carrocerias do GT MALZONI. Tais carrocerias eram muito leves como deve ser um carro de competição mas nunca quebraram ou precisaram ser substituídas.
Quanto ao carro em questão eu tive o prazer de no último Blue Cloud conhecer pessoalmente o Carlos André e também o seu GT Malzoni, muito bem restaurado/decorado com a pintura, os patrocinadores da época e o número 7 das mil milhas de 1966 que o Emerson e o Jan Balder chegaram em 3º lugar.
Realmente trata-se de um modelo espartano porém infelizmente não é nenhuma das 3 carrocerias de fabrica que eram muito mais finas e portanto mais leves.
Gostaria também de aproveitar a oportunidade e parabenizar o Carlos André e o Roberto Aranha pelo excelente trabalho de resgate da memória do automobilismo dos anos 60 aonde, os GTs Malzonis tiveram o privilégio de participar .
Abraços,
Kiko
GT Malzoni de Carlos André
Pergunta - Alexandre Kemenes, de Ribeirão Preto - SP
Kiko,
No meu caso o carro era dos primeiros que foram fabricados e o problema de temperatura era crônico sobretudo quando se usava um motor preparado.
Conclui na época que o ar só tinha uma saída do capô do motor que era através da ventoinha do motor e quando isso ocorria já estava muito quente.Abri alguns furos na traseira abaixo do pára-choque mas que davam para dentro do capô do motor, não confundir que havia quem abria mais abaixo mas que só servia para refrigerar o escapamento,heheheh, com isso aumentei a velocidade de caída do ar quente no capô ajudado pelo vácuo que se forma na traseira de qualquer carro e com isso a ventoinha recebia um ar menos quente a temperatura do motor chegou a cair de 5º a 10º
Outra curiosidade da época era que os cabos de velas eram muito ruins se comparados com os de hoje o volume de estática nos rádios era enorme e nos carros de fibra piorava muito. Remédio: revestir o capo do motor de papel alumínio e tinha gente que ainda fazia um aterramento deste revestimento com o motor dava ate para escutar uma musica em AM ou as primeiras em FM com pouco ruído.
Abraços
Alexandre
É verdade Alexandre, muito bem lembrado. Os primeiros motores realmente aqueciam muito principalmente os preparados.
Abraços,
Kiko
Kiko Malzoni entre amigos
Pergunta: José Paulo Parra - Ribeirão Preto - São Paulo
Kiko, recentemente no encontro Blue Could foi revelado que foram fabricadas cinco e não quatro Pumas 4R. Tal declaração caiu como uma bomba e levantou várias dúvidas em relação a esse projeto exclusivo, encomendado pela Editora Abril.
Afinal, qual a verdadeira história desse projeto, quem projetou o carro, quem desenvolveu o carro, quantas foram fabricadas e para quem?
Aonde estão esses carros hoje e talvez a pergunta que seja a mais esclarecedora, como identificar uma Puma 4R original, visto que transformar uma outra qualquer nessa versão e apresenta-la como "original" não é tão complicado?
Pois é José Paulo, realmente foram construidos originalmente três 4 R para a revista 4 rodas. A confusão se dá porque o quarto e o quinto não são idênticos aos 4 R originais. Eles não têm as entradas de ar na frente e nas laterais e o vidro traseiro é embutido nas colunas.
Esse projeto foi uma encomenda da Editora Abril à Puma (3 carros) para sorteio entre os leitores da Revista 4 Rodas.
Originalmente o Anísio Campos faria o desenho, meu pai construiria e o Jorge Letry seria o responsável pela parte mecânica. Pensava-se em um motor 1800 cm com comando de válvulas P 2 desenvolvido pela própria Puma mas por razões de tempo (prazo para o sorteio) optou-se por um avançado protótipo desenhado e projetado pelo meu pai já em fase final de construção.
Os três carros 4R foram sorteados pela Revista Quatro Rodas . O primeiro, cor de tijolo, foi recentemente comprado do Antônio Pinho por um colecionador paulista. O segundo, cor azul, esta sendo restaurado em Jundiaí (SP) e o terceiro de cor verde está comigo (estava exposto no último BLUE CLOUD).
Quanto aos outros dois carros um está com um colecionador de Minas (que foi o carro de uso pessoal de meu pai), e o outro até aonde eu sei, está em Goiânia para ser restaurado.
Com relação a identificação é muito fácil por tratar-se de uma carroceria muito diferente, e portanto muito difícil de ser copiada.
Abraços,
Kiko
Puma 4R
Pergunta: Epaminondas Menezes – Vitória do espírito Santo
Kiko você acompanhou de perto os projetos do seu pai?
Sim , sempre muito presente. Papai sempre fez questão de ensinar-me tudo o que sabia de automóvel. No início, na fazenda em Matão, logo depois na oficina em Araraquara e mais tarde na fábrica da Puma em São Paulo.
Abs
Kiko
Pergunta: Ana Paula Filipe – Oeiras – Portugal- Colunista do AutoClassic
Oi, Kiko, antes de mais um bem haja carinhoso daqui de Portugal. Fiquei fascinada com o Malzoni GT. Fez-me lembrar alguns dos carros portugueses, dos quais já falei em minhas colunas. Paixão e muita dedicação. E esses carros acabam por transparecer a genialidade dos seus construtores. É a vontade de fazer não um carro, mas o carro.
Daquilo que percebi pela história do carro de seu pai. Foram feitos muito poucos Malzoni GT, vc sabe ao certo quantos? E desses quantos chegaram aos dias de hoje? Como foi para vc, ver seu pai criar um carro tão fantástico como o Malzoni GT? E, para finalizar, como é pilotar um Malzoni GT, o que faz dele um vencedor?
Abraço e obrigado pela atenção
AP
Obrigado Ana Paula pelo interesse.
Foram fabricados entre 43 e 45 carros, dos quais 10 ou 12 recuperados. Ver meu pai criar foi sem sombra de dúvida um privilégio, mesmo porque naquela época os recursos eram praticamente inexistentes. E finalmente, “Como é pilotar um GT Malzoni “eu a convido para experimentar e responder a sua própria pergunta.
Abraços,
Kiko
Lindo, Malzoni de Carlos Zavataro - Evento BLue Cloud.
Perguntas: Portuga Tavares - Editor do Auto Esporte – TV globo
Entre todos os automóveis da Puma, qual na sua opinião é hoje um registro da grande indústria que ela se tornou?
Sem sombra de dúvida o Puma com mecânica VW, por tudo que ele até hoje representa.
Você está restaurando uma obra-prima do seu pai, pode nos falar como o carro estava quando o localizou?
Num estado deplorável e com cara de Puma VW. Felizemente hoje já estamos com a carroceria totalmente recuperada em fase de acabamento.
Kiko Malzoni, gostaria que vc falasse sobre os desenhos dos modelos e quem desenhou os esportivos da marca ? Toda a literatura sobre os projetos, construção e detalhamentos ainda existem?
Qual a primeira lembrança que existe do seu pai? É relacionada a algum automóvel específico? Pode nos contar a cena?
Na época do suposto interesse de Cassios Klein (o pugilista americano Mohamed Ali) pela Puma qual foi a negociação, uns poucos defendem e juram de pé junto que ele chegou a ser um dos donos da empresa durante o período, isso é verdade? Como foi essa história?
O carro fora-de-série foi durante décadas uma opção cheia de personalidade para o fã de automóveis que não queria um mero meio de transporte. É inegável dizer que o Puma foi um dos maiores, para não dizer o maior desse segmento. Hoje os Pumeiros continuam a venerar esse carro, ainda há quem diga que em momento algum ele deixou o brilho de lado. Como você traçaria um panorama do Pumeiro dos anos 60, 70, 80 e 90 e também os Pumeiros de hoje, quem você diria que são esses caras? Qual é o brilho que você enxerga no olhar dessa gente?
Tivemos na história brasileira Nelson Fernandes com o Democrata (da IBAP) o Gurgel, mas acredito que podemos dizer que a Puma é a única fabrica de automóveis brasileira que ganhou prestígio internacional. Hoje existe o Puma na África do Sul. Qual o retorno que você sente disso? O que você diria que é motivo do grande sucesso internacional do único automóvel construído no Brasil?
Grato pela atenção. Espero um dia visita-lo em Petrópolis,
Portuga Tavares
Prezado Portuga,
É muito fácil ter boas lembraças de meu pai, principalmente na Fazenda Chimbó aonde ele passava os dias desenhando e transformando seus sonhos em realidade. Com relação aos desenhos dos carros, com excessão do PUMA DKW (desenhado pelo Anísio Campos) todos foram desenhados e projetados por ele.
Infelizmente não posso te ajudar com relação ao suposto interesse do pugilista Mohamed Ali pela Puma, isso parece que se deu no final dos anos 80 muito depois da saída de meu pai.
Quanto aos pumeiros, tanto os de hoje como os das décadas passadas a minha gratidão e admiração por tudo que ele fizeram e fazem pela marca Puma.
Abraços,
Kiko
P.S . Vamos marcar uma visita a Petrópolis.
Puma DKW - Deenhado pelo Anísio Campos
Pergunta: Fred e Sandro Zgur - Rio de Janeiro
"Quantos Malzoni GTM foram fabricados sob sua direção? Chegou a ser feita a versão conversível do modelo? Após a venda dos direitos de fabricação do modelo, o sr. tem informação de quantos mais foram fabricados?"
Sandro e Fred Zgur Rio de Janeiro.
Fred e Sandro,
Ao todo foram fabricados mais ou menos 35 carros, sendo 20 sob a nossa direção, e 15 depois dos direitos vendidos. Todos os modelos fechados, nenhum conversível.
Abraços,
Kiko
Pergunta: David Nery – Rio de Janeiro
Kiko, seu pai se tornou uma peça muito importante no cenário automobilístico brasileiro. Entretanto, naquela época, não tínhamos tanto acesso à informação como temos hoje e o automobilismo nacional vivia um momento totalmente diferente do que temos hoje. Qual é a sua visão deste cenário? Será que ainda há alguma chance de vivermos uma nova "Época de Ouro" dos protótipos? Ou você acha que a tendência é que o automobilismo brasileiro se resuma aos Vipers, GTs 40, Ferraris, Lamborghinis e Maserattis importados pelos mais afortunados para "brincarem" de pilotar?
Caro David,
Naquela época, por incrível que pareça, os GT Malzonis corriam contra as Ferraris, Simca Abarths, Alpines e outras grandes marcas importadas.
Creio que hoje, com toda essa nova tecnologia, poderíamos ter o mesmo sucesso alcançado na década de 60.
Abraços,
Kiko
O Malzoni de Carlos Zavataro
Pergunta: Carlos Zavataro - Rio de Janeiro
Kiko Malzoni, você gostou de participar do encontro de Blue Cloud? Tinha idéia que encontros como estes aconteciam no Brasil?
Caro Zavataro,
Foi realmente um grande prazer participar do Blue Cloud, estive com o Marinho, Crispim e outros amigos de longa data que eu não via a muitos anos.
O Hélio Marques, o Flavio Gomes e o Paulo Arantes estão de parabéns.
Abs
Kiko
Perguntas: Gustavo e Walfredo – Antigos de Itaipu –Rio de Janeiro
Nem sempre, quando a pessoa se dedica a realizar um sonho, ela atinge o objetivo, no caso do Rino, qual era o sonho, e ele conseguiu atingi-lo?
Construir carros e certamente atingiu seus sonhos.
Sempre trabalhou em equipe? Se positivo, quantas equipes houveram, e quais foram elas?
Basicamente sempre com as mesmas pessoas
Nem sempre, quando a pessoa se dedica a realizar um sonho, ela atinge o objetivo, no caso do Rino, qual era o sonho, e ele conseguiu atingi-lo?
Construir carros e certamente atingiu seus sonhos.
Sempre trabalhou em equipe? Se positivo, quantas equipes houveram, e quais foram elas?
Basicamente sempre com as mesmas pessoas
Quem esteve sempre com Rino em todos os empreendimentos? Quem fazia o que?
Primeiro Pedro Molina e depois Francisco Vaida ( os dois eram lanterneiros)
Como foi o relacionamento com a DKW e a Volkswagen?
Com a VEMAG sempre muito bom. Com a VW no início muito difícil mas no final melhorou muito.
Como era o relacionamento com os outros fabricantes de fora de série:
Gurgel, Adamo, Bianco, Lafer, Renha, Elgar, Dacon, Emis, Miura, Santa Matilde etc?
Muito bom e cordial. A maioria era de amigos.
Como foi a história do convite de Portugal para a Puma mudar para lá?
Se minha memória não me trai, parece que foi falta de apoio financeiro do governo brasileiro.
Sim, você está correto, sempre faltou apoio do Governo Brasileiro em toda a vida da PUMA, tanto aqui como no exterior
Como e quando o Rino se desligou da Puma ?
Em meados de 1974, de uma maneira não muito amigável.
Quem afinal projetou as carrocerias do GT Malzoni, GT Malzoni especial (Puma DKW) e o Puma II (VW)? Quem fez a mecânica?
Com exceção do PUMA DKW projetado pelo Anísio Campos, todos os outros modelos foram projetados por Rino Malzoni. A mecânica era desenvolvida por Jorge Letry.
Quais os projetos atuais da Malzoni?
Além da restauração dos modelos fabricados pela família Malzoni quem sabe uma nova releitura do DKW MALZONI.
Perguntas: Roberto Fróes – Rio de Janeiro - Brasil
Quanto ao Carcará:Qual a lembrança que você tem do Carcará na Fazenda Timbó?
As lembranças são muitas e boas com um certo ar de romantismo pelo que representou o projeto.
Carcará
Restou algo desse carro na fazenda? Alguma peça não utilizada, desenhos, rascunhos, formas, enfim, qualquer coisa?
Infelizmente não sobrou nada do Carcará , segundo consta foi para num ferro velho e de lá nunca mais tivemos notícias.
Você chegou a andar no carro?
Não tive a oportunidade de dirigí-lo porém, sempre soube que era um carro muito difícil de guiar principalmente em alta velocidade.
Quanto a outros carros: Seu pai fez algum carro anteriormente ao GT Malzoni? Há fotos ou qualquer outra coisa?
Sim, antes do GT Malzoni, um Coupe 2+2 e mais dois modelos tipo Berlineta.
(ver cronologia na resposta ao Roberto Nasser)
E posteriormente, exceto o FNM Onça e o GT Malzoni posterior (que já conhecemos)? Esse foi projeto seu, não foi? Ou seja, há algum carro diferente e esquecido?
Sim, no final de 1975 construi um um novo modelo do GT Malzoni com mecânica VW que foi o primeiro carro brasileiro com faróis escamoteáveis e vidros elétricos
Kiko Malzoni(e), Carlos André(c) e o mecânico Crsipim
Perguntas:
João Carlos – Presidente do Puma Clube - Espírito Santo
Kiko, você saberia dizer o que aconteceu com um protótipo que o seu pai fez em 68? Segundo uma matéria intitulada Puma de 4 lugares da revista Auto Esporte de 1968 era para uso particular e ele não pretendia fabricar em série. (a matéria se encontra no site www.pumaclassic.blogspot.com)
Foi dado de presente a um primo meu que acabou modificando o projeto original.
Quantos, Malzoni/ Puma DWV foram fabricados?
Ente 43 e 45 Malzonis e 135 Pumas DKW.
Perguntas: Alexandre Murad – MG Clube do Brasil.
Kiko O que significa descender do grande construtor de automóveis Rino Malzoni?
Significa ter muito orgulho por tudo que meu pai representou para a família, e pelo seu pioneirismo na Indústria Automobilística Brasileira.
Kiko você acha que é preservado o legado do seu pai? Histórias foram mantidas? Carros foram mantidos?
Alexandre de certa maneira sim, porém muita coisa ainda precisa ser esclarecida, principalmente em relação a cronologia e a autoria dos seus carros.
Puma DKW, Zavataro, Kiko Malzoni e Puma 4R
Quantos carros Rino Malzoni desenvolveu?
14 carros incluindo os protótipos.
Kiko, Qual foi o "primeiro Malzoni" feito por seu pai? Foi aí que tudo começou? Em que ano?
Foi um cupe 2+2 em 1963 , com mecânica DKW.
1º Protótipo 2+2 com chassis normal
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