Carros
Peças/Acessórios
Pick-ups/Jeep
Caminhões
Motos/Lambrettas
Nacionais
Internacionais
Encontros Fixos
Veteranos
Jovens
Elas
Filiados FBVA
Não Filiados
Indique esta Pagina!

Com o intuito de incentivar os jovem antigomobilistas do nosso Brasil, o Portal AutoClassic disponibiliza este espaço especialmente para homenagearmos estes jovens brilhantes que além de participarem ativamente do meio, desde cedo contribuem incentivando a preservação da memória antigomobilística do nosso país.

A homenagem do mes de março vai para um jovem antigomobilista nacido em Jaboticabal. Segundo informações que obtvemos ele com apenas 27 anos de idade já é um dos maiores JOvens colecionadores da cidade em que mora ele é, Guilherme Villela, um jovem advogado simplesmente apaixonado pelo hobby...

Conheça um pouco mais sobre este jovem antigomobilista de ouro!

Meu nome é Guilherme Villela, sou advogado, e tenho 27 anos. Nasci em Jaboticabal-SP, fui estudar em Franca-SP e lá morei durante 7 anos.

Atualmente moro em Ribeirão Preto-SP com minha esposa, Ana Lucia Bonini Villela, com a qual sou casado há um ano e meio.

Sou filho de Ronaldo Sebastião Villela e Maria Lúcia Girão Villela. Tenho dois irmãos: Ronise Villela Bottino e Leonardo Villela; e três sobrinhos: Lucas Villela Bottino, Enzo Villela e Giordano Villela, e todos continuam em Jaboticabal.

Desde pequeno sempre gostei de autos antigos, desde carros até tratores! Não tem explicação... Talvez meu pai tenha me influenciado, pois ele também gosta de automóveis, e sempre me levava em concessionárias ... Ah! Lembro-me muito bem da saudosa concessionária Ford de Jaboticabal – “Asa Veículos” -, onde tinha um Fordinho T, salvo engano 1917, no qual sempre “subia” para fingir que estava dirigindo. 


Como tudo começou...


Em meados de 1999, eu o meu primo, André decidimos encontrar uma pick-up antiga para nós restaurarmos, afinal de contas nessa época praticávamos laço em bezerro, e precisávamos de uma pick-up para “fazer uma graça”. Durante um bom tempo rodamos atrás da pick-up e recebíamos várias “dicas quentes” de entendidos, e cada um mandava para um local diferente.... me recordo de termos achado uma Chevrolet 1954 – “boca de bagre” que estava apreendida na Ciretran de Jaboticabal, mas na época, o valor das multas para retirá-la, não compensava o crime... Ah se fosse hoje! No entanto, estávamos eu e meu pai em uma cidadezinha chamada Ibitirama, quando encontrei uma Chevrolet Brasil 1963. A pick-up estava em baixo de uma mangueira (não é lenda), com os pneus murchos e sem a caçamba.

 Comuniquei ao meu primo do meu achado e na mesma hora pegamos o seu Fusca e fomos até lá negociar. E foi assim que começou o meu vírus, que por sorte não encontrei vacina.

Fases Antigomobilísticas...


Realmente passei por algumas fases, acompanhando inclusive a evolução do antigomobilismo nacional nos últimos anos. Isso porque no início do ano 2000, era possível escolher o antigo que quisesse por um preço acessível, e ainda, muitas peças eram encontradas em ferro-velhos da região, o que era ótimo para um iniciante. Foi assim que iniciou a minha fase de novato, onde somente queria ter um carro antigo diferente... Não pensava tanto em originalidade.

Com o passar dos anos, passei a valorizar a originalidade e o esforço dos antigomobilistas na restauração dos seus autos, e hoje me considero um antigomobilista “purista”, ou seja, que tem paixão por veículos originais. No entanto, não nego a minha vontade de montar um Hot Rod.


O Primeiro Encontro X Clubes...


Pertenço a dois clubes: o Clube do Automóvel Antigo de Franca (meu primeiro clube) e o Faixa Branca Clube de Carro Antigo, de Ribeirão Preto.

Como visitante, freqüentava vários encontros aqui na região de Ribeirão Preto (nas cidades de Monte Alto, Taquaritinga, Bebedouro, Ribeirão Preto, Franca e Jaboticabal), nos quais conheci vários entusiastas do antigomobilismo e fiz muitos amigos, mas, o primeiro encontro no qual participei com um automóvel antigo foi em 2002, no IV Encontro de Automóveis Antigos de Franca, no qual levei meu primeiro auto: a Chevrolet Brasil 1963.

Da esquerda para direita Guilherme Villela - membro do conselho Fiscal do Clube do automóvel antigo de Franca com sua diretoria e no centro o nosso saudoso e eterno presidente da FBVA - José Aurélio

Perfil  como colecionador...


Como colecionador, tenho uma preferência pelos automóveis americanos, especialmente os Chevrolet’s dos anos 50 e 60 (a época de ouro dos automóveis americanos) e por pick-ups de qualquer ano e modelo!!!. Também gosto dos “muscle cars” dos anos 60 e 70.

Quanto aos autos nacionais, eu sou eclético e praticamente gosto de todos, pois fazem parte da nossa história! Sempre temos na lembrança o carro de nossos pais quando éramos crianças, seja Landau, Opala, Corcel, Chevette, Fusca...

O Xodó...

Como já mencionei O meu primeiro antigo foi a Chevrolet Brasil 1963, comprada em sociedade com o meu primo, com o qual também comprei o meu Chevelle Malibu 1964 dois anos depois, e que hoje está comigo, mas atualmente meu xodó é meu Chevelle Malibu, 1964, que foi adquirido em 2002 de um antigo colecionador de Jaboticabal. Este veículo sempre foi especial para mim, pois desde criança o via na rua com seu dono e questionava meu pai sobre sua marca, ano, modelo, etc.

Em setembro de 2006, ele participou do momento mais importante da minha vida – o meu casamento. A minha esposa fez questão de chegar com o mesmo no dia do casamento. Aliás, em homenagem ao carro, fizemos dele o enfeite de nosso bolo...



E por falar em casamento, no dia do meu casamento, o Paulão e o Zé Paulo, deixaram os seus Landaus na frente do Clube onde seria realizado o casamento. E antes de iniciar a cerimônia religiosa, chegaram ao meu lado e disseram o seguinte: “O Landau está com o tanque cheio, o documento está no quebra-sol, tem dinheiro para o pedágio no porta-luvas...vai que ainda dá tempo de fugir...”. O final, vocês já sabem (risos), pois hoje estou muito bem casado e não me arrependo de ter recusado o “convite”.

Conquistas antigomobilísitcas...


Realmente as maiores conquistas são as amizades. Felizmente, tanto em Franca quanto em Ribeirão Preto, fiz verdadeiros amigos e companheiros, que inclusive foram os verdadeiros responsáveis por esta homenagem.

No Clube do Automóvel Antigo de Franca, fui membro do Conselho Fiscal por uma gestão.

Outra conquista interessante foi auxiliar o Songa com a revista “A Biela”, pois dava todo o suporte jurídico à mesma, assessorando-o principalmente nas questões atinentes à placa preta. Também passei a escrever artigos jurídicos a respeito do antigomobilismo na revista “A Biela”.

Por último, não poderia deixar de expressar a minha alegria em ser homenageado neste portal, pois acredito que esta homenagem consolida o pouco que estou fazendo para a preservação histórica dos veículos. É uma conquista e tanto!

Da esquerda para direita: Guilherme Villela, Thiago Songa e José Paulo Parra. Todos são amigosfrequentam os mesmos clube e são Jovens antigomobilstas homenageados pelo Portal AutoClassic.

Sonhos...


Acredito que eu já tenha realizado meu sonho no antigomobismo, pois consegui o feito de conciliar os automóveis antigos com boas e verdadeiras amizades que fiz no meio. Hoje, talvez tenha como sonho aprimorar a relação entre os clubes regionais de autos antigos, tornando-os parceiros, e até mesmo, quem sabe, realizando um grande evento regional!! 

Também tenho uma vontade especial de conhecer os ferros-velhos e “garagens” americanas, e quem sabe sair de lá com um brinquedinho novo... preferencialmente um Camaro ou Corvette!!!


O antigomobilismo...


É uma grande alegria participar dos eventos, principalmente os realizados no interior. Sempre encontramos velhos amigos, fazemos novos, e passamos dias agradáveis. Como diz meu companheiro de antigomobilismo: “o antigomobilismo é apenas um pretexto para juntar os amigos e tomar cerveja!!”.

Encontro do Clube do Automóvel Antigo de Franca
Turma reunida na festa a fantasias


Você  já passou por alguma situação desagradável que fez você pensar duas vezes se continuaria ou não neste meio antigomobilista?


Não, realmente nunca passei por algo que me fizesse questionar isso. Primeiramente, devo esclarecer que tenho o antigomobilismo como um hobby, um grande prazer, do qual quero desfrutar dos momentos agradáveis. Tento ver os problemas referentes aos autos antigos como uma forma de aprendizagem e de exercício de paciência.


Família X hobby...

A minha esposa, Ana Lúcia, também adora carros antigos, e sempre participamos juntos dos eventos, o que faz o hobby se tornar uma experiência gostosa para ambos. Acho muito importante ter uma esposa companheira, e que apóia o antigomobilismo. Aliás, reforçando a gratidão pela esposa, vou citar o ditado popular de que “atrás de um grande homem existe sempre uma grande mulher”, mas para mim a situação é outra, pois acho que “na frente de um grande homem existe sempre uma grande mulher”.

O Jovem Antigomobilista, Guilherme Villela com sua esposa
Ana Lúcia - Sócia do SFAA - Encontro em Monte Alto/SP - 2007

Já a minha família, especialmente meu pai e minha mãe, também me apóiam e participam dos eventos. É muito importante ter a família unida e fortalecida em torno de um hobby. 

Sobre os veículos antigos nacionais


A indústria brasileira somente passou a produzir veículos no fim da década de 50. Até então, ocorria apenas a montagem de veículos que vinham completamente desmontados de seus países. Portanto a nossa história é muito recente, mas mesmo assim foi muito prejudicada, pois acredito que demorou muito para os antigomobilistas darem o devido valor à frota nacional. Hoje a situação está bem diferente, mas ainda sentimos os traumas do passado, pois é muito difícil encontrar peças de reposição, literatura, etc.

E por falar em nacionais, como falei acima, gosto de todos os modelos, mas tenho o Opala e o Landau como os veículos nacionais mais completos em seus segmentos, pois ambos revolucionaram o mercado.


Eventos antigomobilistas internacionais...


Não Conheço... Mas estive perto quando fui para a Argentina em 2006. Estava indo para lá no mesmo final de semana do evento, e infelizmente o horário de chegada não me permitiu conhecer a Autoclasica 2006. No entanto, conheci o museu “Automovil Club Argentino”, em Buenos Aires.


Tenho muita vontade de conhecer as feiras de “Carlisle” e “Hershey”, nos Estados Unidos. Também gostaria de participar do “Rally de las Bodegas” em Mendonza, Argentina, no qual são combinados os prazeres dos autos antigos, do bom vinho e do bom churrasco!


Quais eventos  nacionais ou internacionais você indicaria aos antigomobilistas deste imenso Brasil?


Indicaria o EPAA – Encontro Paulista de Autos Antigos em Águas de Lindóia e o evento  Brazil Classics Fiat Show  do Veteran de Minas Gerais e que acontece em  Araxá, mas não posso esquecer de mencionar os eventos realizados no interior, que tem como grande característica o calor humano dos antigomobilistas.

Guilherme no museu “Automovil Club Argentino”, em Buenos Aires.

Sobre a regionalização dos eventos brasileiros...


Os eventos nacionais estão cada vez mais concorridos e interessantes. É muito gratificante ver esse “boom” ocorrer, mas é preciso ter uma certa organização, pois não raro nos deparamos com dois, ou até três eventos em um mesmo fim de semana. O ideal seria ocorrer a regionalização dos eventos. Sempre preguei esta bandeira, pois acredito que com ela teríamos força, união, e um acervo de maior proporção para organizar os eventos.

Para se tornar um antigomobilista...


O antigomobilismo é fascinante! Quem entrar não vai querer mais sair. Mas para desejar iniciar neste hobby, deverá acima de tudo ter paciência.

Eu sugiro iniciar com um veículo nacional, mas não é só isso. O carro a ser escolhido tem que ter um apelo pessoal, para que o iniciante não desista no primeiro contratempo. Após a escolha do carro, é preciso aprofundar os seus conhecimentos a respeito do mesmo, consultando revistas da época, manuais, publicações, conversando com outros proprietários, etc. Feito isso, o próximo passo é ir a procura do antigo. Nessa fase tenha paciência, pois a procura pode durar anos.

Encontrado o carro, é preciso avaliar cuidadosamente o documento e as suas condições, para que o hobby não se torne um pesadelo. Por fim, se encontrar o carro antigo de uma pessoa que não é do ramo (muito difícil nos dias atuais) não se esqueça que quando o assunto é dinheiro, você não estará comprando um carro antigo, e sim um carro velho, beberrão, e que não tem mais serventia.

Guilherme Villela com sua esposa antigomobilista - Ana Lucia
no Encontro de
Carros Antigos em Águas de Lindóia - Festa das Bolinhas em Abril de 2007.

Uma mensagem para os antigomobilistas do Brasil

Minha mensagem é simples: tenham o antigomobilismo como um prazer, pois com certeza os problemas que surgirem serão facilmente superados com a paixão. Não se deixe levar pela aparência, ou seja, só porque o fulano tem o carro “x” ele é importante... acho isso um absurdo, pois para ser antigomobilista nem precisa ter carro, e sim ser alucinado por ferrugem!

Musica preferida de
Guilherme Villela




Jovem Antigomobilista homenageado -
Guilherme Villela de Ribeirão Preto - São Paulo

O Portal AutoClassic parabeniza o Jovem Antigomobilista, Guilherme Villela por seu amor sua dedicação aos veículos antigos

Desejamos que o seu futuro no antigomobilismo seja  brilhante!

Um forte abraço,

Teresa Gago
Equipe Portal AutoClassic
Rio de Janeiro - Brasil
(21)3325-1235

(21)3150-3666

Indique esta Pagina!