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Como intuito de incentivar os jovem antigomobilistas do nosso Brasil, o Portal Autoclassic disponibiliza, um espaço especial para homenagearmos estes jovens brilhantes que além de participarem ativamente do meio, desde cedo contribuem incentivando a preservação da memória antigomobilística do nosso país.

No primeiro mês do ano de 2008, temos o prazer de homenagear o Jovem Antigomobilita Roberto Viela Elias, um jovem sociólogo, com apenas 26 anos.

Conheça um pouco mais sobre este jovem antigomobilista de ouro!

Roberto Vilela Elias

 

Me chamo Roberto Vilela Elias, sou carioca, tenho 26 anos e moro na Tijuca. Em termos profissionais sou Sociólogo com pós-graduação em Política e Planejamento Urbano.

Meu interesse por carros, de uma forma geral, vem desde criança. Meu avô era mecânico, Gerente de Frota da Fleschman-Royal, e sempre que saia a rua ele me ensinava o nome dos carros, comprava revistas automotivas e lia comigo, ou então quando podia me levava pra oficina da empresa onde trabalhava e me mostrava in loco as peças, carros, motores...

 

 


·  Roberto, como  você chegou no mundo do antigomobilismo?
Bom, quem me apresentou o mundo do carro antigo, vamos assim dizer, foi um grande amigo que conheço desde os tempos de colégio; o Pierre Armengaud.

·  E o seu primeiro evento, como e onde  foi?  
A primeira vez que estive em um evento de carros antigos foi em 2000, quando a convite do Pierre fomos ao Encontro da Lagoa, de quarta à noite, quando este ainda era realizado no posto Ipiranga do Jockey. Parece que foi ontem, mas já fazem 8 anos.

os Jovens antigomobilistas Roberto Vilela e Pierre Armengaud .

·  Qual evento de carros antigos que foi marcante na sua vida?
Sem dúvida alguma foi a primeira vez que estive no Encontro Paulista de Águas de Lindóia, em 2003. Quando cheguei e vi aquela praça completamente lotada de carros antigos, a feira de peças com uma variedade incrível, um evento maravilhoso!  Desde então não perdi mais nenhum!

·  Qual foi seu primeiro antigo? Você ainda tem este automóvel?
Meu primeiro carro antigo foi um Ford Galaxie Landau, cinza-granito, 1982. Com 45.000km originais! O qual mantenho com muito carinho é o meu xodó.

·  Qual a sua maior conquista no meio antigomobilista?
Creio que além de tudo que aprendi sobre os carros antigos e sua conservação, o mais importante, a maior conquista, foram as amizades que fiz. Amizades essas que a cada dia servem de motivação para seguir adiante nesse hobby tão apaixonante e trabalhoso.  



·  Qual seu perfil como colecionador?
Olha, sou um cara muito zeloso no que diz respeito à conservação da originalidade do veículo. Odeio gambiarras! Em minha opinião os carros antigos são pedaços da História, e assim sendo creio ser um dever de todo colecionador contar essa história como ela realmente foi, ou seja, mantendo o carro o mais original possível.
Nada contra os Hot-Rods, mas carro antigo pra mim é original! É seguindo esse princípio que conservo meu Landau.

·  Algum sonho não realizado no Antigomobilismo?
Meu sonho é ter um Mustang fastback 1967-1968, manual.

·  Sua família apóia toda essa movimentação no seu hobby?
No início se assustaram um pouco, mas nunca se opuseram.

Hoje eles adoram, inclusive já foram a Águas de Lindóia duas vezes, em 2005 e 2007. E sempre freqüentam os eventos do Veteran Car Club aqui no Rio. Ou seja, uma coisa que começou comigo e se irradiou positivamente por toda a família.

Tanto que há 2 anos atrás meu pai adotou como carro de uso diário um Opala Diplomata. Pra quem andava de Vectra GLS foi uma evolução e tanto!


Mustang Fastback é o sonho de Roberto Vilela...



·  Um momento marcante no antigomobilismo que você jamais esquecerá?

A primeira vez que expus meu Landau, no Forte de Copacabana, em 2004. Tinha comprado o carro há pouco tempo. Foi o primeiro grande evento que o levei.


·  Existe algo no antigomobilismo que o incomoda ?
Sim. O que mais me incomoda é a falta de eventos que incentivem o uso do automóvel antigo. Acho que muitos encontros que eram cheios há pouco anos atrás, hoje estão se esvaziando justamente porque caem na mesmice e o colecionador acaba enjoando.

Um exemplo disso é o  Encontro da Praça XV, lembro que há uns 4 ou 5 anos atrás era um evento cheio, os colecionadores sempre compareciam, vendedores de peças, etc. Hoje, infelizmente, é um Encontro que está ficando vazio. Creio que o Veteran Car Club do Rio de Janeiro, clube do qual eu faço parte, bem como outros clubes que também se engajam na preservação do automóvel antigo, tinham que criar eventos que atraíssem mais os colecionadores. Sair um pouco desse padrão de eventos estáticos, e realizar mais passeios, raids, rallyes, time trials no autódromo, eventos que envolvam o uso do carro antigo. E não somente tirá-lo da garagem estacioná-lo em um local pré-determinado, e depois ir embora.

A própria movimentação criada por esses eventos incentiva o colecionador a comparecer posteriormente aos Encontros para conversar a respeito dos acontecimentos do Rallye à Petrópolis, ou então no Time Trial realizado no Autódromo, por exemplo. Acho que o que mais tem faltado atualmente nos eventos antigomobilistas aqui no Rio de Janeiro é movimentação, tirar o carro da garagem e realmente usá-lo! Afinal, colecionamos carros que apesar de antigos não são tetéias!


·  Algo absurdo no antigomobilismo?  Você gostaria de fazer alguma crítica construtiva?
Acho que a falta de apoio no que diz respeito a um espaço fixo para a realização de Encontros semanais é uma coisa muito chata. Por exemplo; o Encontro da Lagoa, carinhosamente chamado por nós de Lagoa Oldies, realizado as quartas à noite, já esteve em três lugares diferentes.

E atualmente é realizado em um lugar que desagrada a algumas pessoas que acabaram se afastando um pouco do meio. Se houvesse um incentivo maior da prefeitura em ceder um espaço para a realização de encontros, ou uma parceira entre o Clube e um posto de gasolina. Algo que oferecesse mais infra-estrutura, mais conforto, aos carros e colecionadores.

 


Lembro que quando esse Encontro da Lagoa, era realizado no posto BR da Catacumba, a cada noite apareciam mais carros, mais pessoas. Justamente porque era um local que oferecia estrutura ao Encontro, tinha banheiro, mesas com cadeiras, loja de conveniência, um espaço ótimo para os carros. Uma pena a BR ter pedido para que saíssemos de lá.

·  O antigomobilismo faz diferença na sua vida?
Sem dúvida alguma! Hoje a maioria dos meus amigos são todos do VCC-RJ, ou tem algum tipo de envolvimento com carros de uma forma geral. O antigomobilismo é algo tão fabuloso que acaba conformando todo um estilo de vida, o que aproxima ainda mais as pessoas que desse meio fazem parte.

·  Sobre a importação de veículos antigos.. Algo a dizer?
Acho uma coisa válida até porque o início da história do automóvel no Brasil foi escrita basicamente pelos carros importados: Ford, Chevrolet, Dodge... Só nos anos 60, é que começam a surgir os primeiros carros fabricados no Brasil. Então porque não importar um Ford 1940, ou um Chevrolet 1951?! Carros que tiveram grande importância na história do automóvel no Brasil. É por isso que dou total apoio à importação de veículos antigos.


Alexandre, Pierre, Roberto Vilela no meio, Marcelinho, e Rodrigo Vilela na festa de encerramento VCCB-RJ, Forte 2005


·  Roberto Vilela tem alguma admiração por algum veículo nacional? Qual? Poderia falar sobre este veículo para que outras pessoas conheçam mais?
Pergunta difícil essa. Eu gosto muito de alguns carros nacionais, não saberia especificar um modelo. Creio que no segmento de carros luxuosos a linha Galaxie da Ford foi insuperável, carros imponentes, extremamente confortáveis e potentes. Dos modelos esportivos destaco o Maverick GT e o Dodge Charger R/T, com seus motores V8, que povoaram os sonhos de muitos jovens ávidos por potência e velocidade nos anos 70. E no segmento popular acho que nada superou o Fusca, em termos de preço, confiabilidade e manutenção.

·  Quais são os seus planos para o antigomobilismo ?
Seguir conservando e divulgando o carro antigo, são planos comuns a todos os colecionadores, e comigo não poderia ser diferente.

Roberto Vilela dançando com sua mãe em jantar de premiação do VCCB-RJ



·  Qual sua dica para um futuro jovem colecionador que gostaria de iniciar no antigomobilismo? Por onde ele deve começar, quais os caminhos ele deve seguir?
O principal conselho que posso dar a uma pessoa que quer ingressar no antigomobilismo, seja essa pessoa jovem ou não, primeiramente, é se dedicar a um modelo ou a uma marca que de fato ela se identifique, que lhe diga alguma coisa. Porque se ela não tiver uma identificação com aquele carro ou com aquela marca, dificilmente seguirá adiante. O antigomobilista antes de aficcionado é um apaixonado. E é esse sentimento que nos faz ir atrás de peças em outros estados, isso quando não importamos algumas delas; passar o dia inteiro dentro de uma oficina fazendo reparos no carro; dedicar um tempo enorme a restauração de um automóvel antigo. Então o conselho que dou a um jovem que queria ingressar no mundo do carro antigo é, no início, se dedicar a um carro que ele realmente goste. E não comprar um carro antigo por comprar, por “modinha”. Depois, mais com mais experiência, nós começamos a conhecer outros carros, outras marcas, que passam a nos agradar e a ser alvo de futuras compras e restaurações.

·  No antigomobilismo "hoje" qual sua prioridade?
Além de manter os amigos, preservar meu Landau e adquirir outros antigos.

Roberto Vilela - Jovem antigomobilista homenageado

·  Qual o sua mensagem para os amantes e admiradores do antigomobilismo ?
Independente do carro ou da marca dedique-se a veículos que você verdadeiramente goste, e o faça com zelo! Pode estar certo que além de conservar um automóvel você estará preservando um pedaço da História!

Musica preferida de Roberto Vilela Elias


 

O Portal AutoClassic parabeniza o Jovem Antigomobilista, Roberto Vilela por sua dedicação desde cedo ao antigomobilismo.

Desejamos que o seu futuro no antigomobilismo seja  brilhante!

Um forte abraço,

Teresa Gago
Equipe Portal AutoClassic
Rio de Janeiro - Brasil
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