Carros
Peças/Acessórios
Pick-ups/Jeep
Caminhões
Motos/Lambrettas
Nacionais
Internacionais
Encontros Fixos
Veteranos
Jovens
Elas
Filiados FBVA
Não Filiados
Indique esta Pagina!
  Homenagem ao Jovem Antigomobilista - Agosto 2008

O Portal Autoclassic, no mês de agosto, homenageia um jovem antigomobilista muito querido em nosso meio. Ele é, Portuga Tavares!

O nome dele dispensa qualquer tipo de comentário, porém tenho de fazê-lo... O pouquinho que conheci deste jovem deu para "sentir" que é uma pessoa extremamente bonita, transparente, amigo, sem "máscaras"... São de pessoas como Portuga, que precisamos não só em nosso meio, mas em nossa vida!

Conheça a história deste jovem e talentoso antigomobilista.


Portuga Tavares

Meu nome verdadeiro, e completo, é André Gomes Tavares, mas não me recordo qual foi à última vez que me chamaram de André. Até porque quando fazem isso não costumo olhar, pois penso que estão chamando outra pessoa.Se alguém me chama pelo nome completo é porque vai me dar bronca.

Sou nascido e (mal)criado no bairro de Santo Amaro, na zona sul de São Paulo. Meu pai e mãe são portugueses e essa é a origem do apelido Portuga. Já me chamaram por outros nomes, mas acho que se tratava de um fato isolado num momento de raiva.

O nome/apelido Portuga Tavares foi inventado por um professor durante uma chamada de presença, em vez de dizer me nome ele misturou o apelido com o sobrenome, achei interessante, a partir desse dia comecei assinar assim.

Quando criança pensava apenas em ter carros, mas bem cedo descobri que precisaria trabalhar um bocado para isso. No meio do caminho tentei ser engenheiro mecânico, mas sem querer fui apresentado a uma rádio. Pronto daquele em dia em diante o engenheiro saiu e me descobri comunicador.

Fazia humor porque era o que tinha aprendido no bar do meu pai, escrevia piadas que não funcionavam na boca dos outros e me vi obrigado a representá-las, ainda gosto de escrever piadas, mas há algum tempo não as enceno oficialmente, vou falando uma aqui e outra ali durante uma conversa, se rirem guardo para reutilizar. Gosto de fazer imitações, mas sei das limitações da minha voz. Ainda em rádio comecei a fazer reportagens, no inicio descompromissadas, com o tempo o humor desencanado foi se transformando em irreverência com atitude. Mudei para Tv e nunca mais fui uma pessoa normal.

Sempre tive carros antigos, desde que todos eram chamados de carro velho. Aos poucos colegas me convidavam para escrever uma matéria ou outra e hoje estou “jornalista do setor automotivo”, no fundo não sei como me definir acho que existem vários “Portugas” num só corpo, aliás, por isso devo ser gordo (risos). Prefiro pensar – se é que faço isso – como uma pessoa que tem a sorte de trabalhar com o que gosta.

Como surgiu este seu interesse, pelo Hobby...  Quem te apresentou aos veículos antigos?

Como sempre fui descarado ninguém me apresentou eu é que fui me apresentando. Sempre visitava os carros antigos abandonados em frente às casas (fato comum na década de 80). Perguntava se queriam vender e quanto custaria, como não tinha dinheiro, oferecia minha bicicleta Monark BMX como pagamento.

Em 89 ou 90 fizeram o primeiro evento de carros antigos dessa nova safra de eventos, eu fui lá – de ônibus – era no estacionamento de um shopping aqui de São Paulo. Ali fiz meus primeiros amigos antigomobilistas. De lá para cá é difícil um evento que eu ainda não tenha visitado.

Eu não tinha carro, carteira de motorista, dinheiro ou pai colecionador, mas eu ia aos eventos e curtia ao máximo. Acabei “adotado” por colecionadores mais antigos, mas nunca “dei carteirada” para participar de encontros.

Portuga entre os amigos em um evento em Barretos

Desde Quando você “curte” carros antigos? Fale um pouco sobre o seu primeiro carro antigo?

Comecei a gostar de carros, e principalmente dos antigos, aos quatro anos e num posto de combustíveis. Meu pai tinha um Fusca 1300L 1974, ele parou para abastecer e eu desci do fusquinha. Lembro de ter visto um automóvel enorme, azul escuro. Lógico que fui até lá ver aquela obra prima sobre rodas. Um gentil velhinho que estava ao volante desceu e me mostrou aquele veículo incrível.

Eu fiquei maravilhado com tanta beleza, nunca tinha visto algo tão legal. O simpático senhor me contou muitas coisas sobre esse carro e me disse o nome, nunca mais esqueci disso. Voltei para o Fusca do meu pai dizendo: - Quando crescer terei um Landau!

Aos 17 anos comprei o objeto de desejo: Um Ford Galaxie Landau azul clássico com interior cinza. Mas ele não foi meu primeiro carro antigo, antes eu tive alguns carros, a primeiro foi um Fusca “tigrão” (ano 67 motor 1300 e 12 volts).

Hoje, aos 29 anos, qual sua paixão antigomobilística, ou seja, seu xodó?

Há 11 anos é o meu Landau azul clássico com interior cinza. Mas na minha opinião xodó não é para enfeitar garagem e sim para andar. Todos os meu carros sempre andaram para onde eu cismasse de ir com eles. Hoje além do Landau tenho um Doginho Polara, acabei de restaurá-lo em Dezembro, já andei quase 8.000 km nesse meio tempo, outro dia algum barbeiro bateu nele enquanto estava estacionado, fiquei bravo, mas isso são marcas que só tem os carros que andam.

O Landau de Portuga Tavares

Porque essa paixão tão louca por Galaxies?
 
É um automóvel que nunca me decepcionou e acabou se transformando numa marca. Vários amigos já me identificaram de longe por causa do carro. Quando estou guiando pelas ruas eu me sinto o carro. Na minha opinião ele não é nem grande nem pequeno é ideal.

Só o Galaxie tem todas as qualidades que busco num veículo. Quando ando em qualquer outro carro o comparo com meu Galaxie Landau ele sim é o parâmetro de comparação ideal, mas essa é só mais uma das minhas manias.

Acredito que sua pergunta define bem “paixão louca”, mas nem quero ser normal e correr o risco de andar num meio de condução sem personalidade.

Portuga com o Teco e seu Herbie em Rafard, SP 2007

Você trocaria seu Galaxie por um carro 2008, 0 Km?

Eu não o trocaria por carro nenhum do planeta. Afinal de contas não vou trocar o melhor veículo do mundo inteiro por nenhuma outra máquina de se locomover. Nem Rolls Royce, nem May Bach, nem Ferrari, nenhum desses carros é melhor que o meu Galaxie.

Por quê... Conta “pra gente”, qual o motivo deste fascínio?

Admiro o grande número de venda dos atuais carros 1.0, mas se e um dia for atrás de um carro popular vou querer os únicos que merecem esse título: um Ford Modelo T, quem sabe um Modelo A ou um Fusca. Mas carro 0km eu já tive e não quero ter outro, deixo a tarefa de pagar IPVA, seguro e correr o risco de ser roubado para as pessoas que gostam disso, eu quero mesmo é ter que regular o carburador de vez em quando e saber que ao ver meu carro as pessoas se lembram do pai, um tio ou de uma época romântica da indústria automotiva.
 
Uma curiosidade, como você se vira para manter e encontrar peças para seu galaxie? Algum cuidado em especial?
 
Acredito que com o tempo os olhos ficam treinados a descobrir as peças em meio a tantas outras tralhas. Mas eu tenho um jeito especial e que nunca falha: converso com os amigos que entendem mais e falo do que preciso, assim quando eles encontram alguma coisa me avisam.

Ás vezes vou aos desmanches, loja de peças ou saio à procura daquela peça que ninguém sabe como é. Essa caça ao tesouro é parte da brincadeira de ter um carro antigo.

Se um jovem antigomobilista quiser iniciar no hobby com um Galaxie, vai ser fácil? Você aconselharia?

Se a paixão é um Galaxie corra atrás, mas sinceramente já se foi o tempo em que se comprava um carro bom por pouco dinheiro. Eu pude ter alguns porque eram baratos, hoje em dia os preços não são convidativos o investimento é maior.
O bom é que hoje os Galaxeiros se organizaram em forma de Clube e isso ajuda na restauração e também na hora de apresentar um jovem aos eventos e a cultura antigomobilista. Sugiro a qualquer novato que compre o primeiro carro em bom estado de uso, pois assim ele já começa a curtir e fazer amigos.
 
Você tem alguma história curiosa envolvendo o seu antigo?

E tenho a mania de batizar meus carros, o Fusca chamava-se Fred, o Landau é o Loyd, o Doginho é o Paul. Tive também os “três patetas” que era um trio de Galaxies, o 67 chamava-se Moe, o 74 Lary e o LTD/Landau 75 Curly. O Maverick era o “Lenhador”, a Elba tinha o nome de “Chimbica” e o Civic “Cidão”(homenagem a um colega que era a cara do Honda).

Portuga Tavares em um dos eventos trabalhando

E essa sua relação, Portuga X Galaxie, já existiu com outro antigo?

Minha vida com o Landau é especial, representa o resultado de uma procura, um sonho. Foi muito suado conseguir esse carro. É o carro que eu não vendo por dinheiro nenhum, não troco por carro nenhum, com ele não tem negócio. É o “MEU” Galaxie Landau, esse carro ninguém tem dinheiro para comprar.
 
Você tem ciúmes do seu antigo...Só empresta para os amigos ou nem isso?

Empresto sim, um carro por mais que a gente goste é só um amontoado de peças. Amizades valem mais que um automóvel. Mas é claro que se o amigo for bom motorista eu empresto com mais tranqüilidade.
 
Perguntinha capciosa... Quem você convidaria para dar uma volta no seu Galaxie? Por quê?

Tem uma pessoa que eu gostaria que entrasse no meu Galaxie, em minha vida e nunca sumisse. Sinceramente estou apaixonado e faz tempo que não fico assim tão entusiasmado.

Eu me conheço e sei que não me apaixono à toa, também não desisto fácil então quem sabe em breve ela não esteja ao meu lado, ou guiando o Landau. Acredito que seria uma cena bonita, uma bela mulher e um belo carro.

Claro que esse é o tipo de coisa que não depende só de mim, mas deixemos o tempo cuidar do destino, a minha parte estou fazendo, tomara, que o sentimento seja mútuo.

Portuga e Derec na Fundação Santo André

Portuga Tavares, já fez alguma loucura para comprar um carro antigo?

Serve fechar negócio sem ter dinheiro? Prometi o pagamento de R$ 2.000,00 num Maverick – bons tempos aqueles – isso em 1997, ninguém queria um V8 e esse carro ra um GT original.

Como não tinha dinheiro ofereci um rádio Pioneer com frente destacável – uma novidade cobiçada – minha bicicleta Monark BMX e um todas as minhas economias (R$ 180,00).

Tive o Maverick, depois de uma bela lavagem e um pouco de trabalho ele ficou bonito, ah o interessante é que comprei o carro escondido dos meus pais, eles não queriam mais um carro velho em casa. Em pouco tempo perdi o carro num acidente durante uma competição livre não homologada.

Você é sócio de algum clube antigomobilista?
 
R: Com orgulho escrevo que sou sócio patrimonial fundador do Galaxie Clube do Brasil, um convite encabeçado pelo atual presidente Fernando Alegret e apoiado pelos outros sócios patrimoniais fundadores. O GCB (Galaxie Clube do Brasil) ainda é jovem, mas é formado por uma família de apaixonados por Galaxies, verdadeiros Galaxeiros.
Essa turma não tem medo de colocar as barcas para rodar, o mais legal é que a conquista de um é a conquista de todos, a tristeza de um é motivo de choro para todos.

Nesse clube não há vaidades e sim ajuda para preservar esse ícone da indústria automotiva nacional. Como disse um grande amigo e enorme conhecedor de Galaxies: “o GCB não é maior nem melhor que ninguém, apenas comprometido em preservar os Galaxies e unir os Galaxeiros”.

Portuga com seu Landau

Você lembra do seu primeiro Encontro de Automóveis antigos já como antigomobilista?

Assim que tirei carta peguei o Landau (Loyd) e fui para a praça Charles Müller em frente ao estádio do Pacaembu em São Paulo.

Esse é o atual evento do Sambódromo de São Paulo nasceu lá como uma reunião informal de vários “veioteros”. O encontro foi crescendo e na época do “apagão da luz” mudaram para o sambódromo, a organização informal passou a ser feita pela MATEL e ganhou o nome de AutoShow veículos antigos e especiais.

Qual o seu perfil como colecionador?

Não sei se posso ser considerado colecionador. Eu não compro os carros pela raridade do modelo ou porque pertenceu a alguma personalidade. Eu compro os automóveis que gosto e que meu bolso permite.
Não quero nem saber se acham determinado carro feio ou estranho, se eu estou a fim e tenho dinheiro vou atrás para comprar. Dane-se o que os outros pensam, minha garagem não tem uma lógica específica, mas se tenho um antigo é porque vou curti-lo muito mais do que aquela jóia rara que fica apoiada em cavaletes.

Portuga Tavares com o insptor Carlos Miranda em Holambra, SP - 2006

Portuga, apesar de jovem, durante todo este tempo no hobby, com certeza você deve ter tido alguma conquista. Poderia falar sobre isso?

Meu Landau, cada vez que o vejo sei que um menino pobre e “sem padrinhos influentes” pode conquistar um sonhos. É olhar para esse carro que me vem à certeza de que ser teimoso tem suas vantagens.
Erro muito e erro todos os dias, mas insistir em continuar apesar das críticas é a certeza de alcançar um sonho. Ainda tenho muito que alcançar e sei onde quero chegar, já estou na estrada, não tenho GPS e só espero que nenhuma pane apareça no caminho, mas se acontecer é arregaçar as mangas isso não vai me impedir, apenas atrasar um pouco.

Fale de um sonho no hobby?

Posso falar de uma lista com mais de cinqüenta sonhos. Tenho um documento de “Word” com a lista dos carros que teria na minha “garagem dos sonhos” cada vez que abro esse documento à lista cresce.

Talvez seja impossível, mas tudo bem eu sou teimoso mesmo. Se não conseguir todos e só tiver cinco vou curti-los mesmo assim, se tiver um só também vou curtir.
Não quero ser o maior nem o melhor colecionador eu só quero ser feliz com meus carros. Sei que um dia terei uma garagem temática e quantidade de veículos lá não importa muito, quero mesmo é que esse lugar seja um ponto de encontro de verdadeiros amigos.

Almanaque do Fusca


 
Fale de uma alegria?

Puxa... receber essa homenagem é uma alegria. Nem sei se mereço, até agora não fiz nada pelo antigomobilismo. Devo confessar que já passei por muitas alegrias, uma delas também aconteceu na pitoresca cidade de Rafard – SP, onde recebi um troféu, tudo o que fiz foi dar alguns telefonemas e falar algumas opiniões, não fiz nada demais e mesmo assim recebi com muito carinho um troféu.

Nunca esquecerei também o dia em que fui convidado para me juntar a amigos e fundar o Galaxie Clube do Brasil é a realização de um sonho de preservar um carro que até outro dia era ignorado por muitos colecionadores.

Você me pediu somente uma alegria e já falei três, bom para completar serei abusado e falarei mais uma coisa que me alegra: Os novos amigos que os velhos carros me trazem.

Família X hobby combina? Eles te apóiam?

Durante anos, aqui na família, fui solitário no antigomobilismo, como não herdei esse gosto de ninguém era criticado por gostar de “carros velhos”. Se algum quebrava ou precisava de determinada peça era “um Deus nos acuda”, ouvia até...

Mas o tempo é implacável e mostra todas as verdades. Todos viram que gosto de carro antigo mesmo e não tem jeito. Hoje eles já vão a alguns eventos e timidamente me incentivam.

Hoje em dia meu pai quando acha algum carro interessante vem me mostrar. Minha mãe já admite que viu “um carro antigo lindo ali na outra rua” e minha irmã até já anota os telefones de alguns carros à venda. Meu avô que guarda meu Doginho na sua garagem conserva sobre o carro como se fosse o dono, eu fico orgulhoso porque sei que estou “enferrujando” os que estão à minha volta.

Tenho o sonho de comprar um Mercedes-Benz para dar de presente ao meu pai, acredito que assim ele começa a ir aos encontros. O Mário Ferretti é um dos que me ajuda a transformar meu pai em antigomobilista, acredito que será uma grande conquista para o universo dos carros antigos.

Portuga Tavares e Songa em Araxá - 2008

Qual o significado do antigomobilismo em sua vida, você viveria sem?

Não me imagino sem carros antigos, ou sem freqüentar os eventos, sem estudar cada máquina, sem aprender a cada dia “uma novidade das antigas”.

Como você avalia o atual momento do antigomobilismo no Brasil?

Estamos em franco crescimento e amadurecimento. Uns anos atrás eram todo “carros velhos e sem valor algum”. Mas os carros antigos conquistaram espaço, cresceram alguns batalhadores fizeram de tudo para preservá-los e se reuniram. Com isso os carros ganharam valor e assumiram o patamar de peças de coleção.

Acredito que estamos numa onde de supervalorização que essa onda precisa diminuir, assim as restaurações acontecerão em maior número e todos lucrarão mais, inclusive o antigomobilismo nacional. Mas ao meu ver estamos no caminho certo, agora é só questão de tempo.

Portuga com os pais no camarote do Galaxie Clube no AutoShow, sambódromo de São Paulo

Quanto aos veículos nacionais, além do Galaxie, qual você teria em sua coleção?

Na lista dos carros que gostaria de ter quase todos são nacionais. Gosto dos carros brasileiros, na verdade não tenho preconceito de nenhuma espécie, cada automóvel tem seus defeitos e qualidades, que costumo chamar de características. Gostar de um carro é como amar uma pessoa, você tem que aprender a gostar dos defeitos, ou no mínimo conviver com eles, porque gostar das qualidades é fácil, nem precisa conhecer para admirar.

Eventos de veículos Antigos internacionais, você conhece algum que tenha te impressionado? 

Nunca fui em nenhum. Mas eu gostaria de fazer os “eventos de passeios”, em que diversos fã de uma marca se reúnem em vários estados e vão todos juntos se encontrar. Depois todos se juntam e fazem um itinerário com vários “points da marca”. Tenho em mente um passeio desse tipo para o GCB. Mas é o tipo de idéia que deveria ser copiado por todos.

Festa em Santos com a família Galaxie Clube do Brasil, 2007

Existe algum evento que você tenha vontade de conhecer e ainda não teve oportunidade?

Pebble Beach. Eu fico louco cada vez que vejo carros das décadas de 10, 20 e 30 feitos exclusivamente por encomenda e tudo comprovado com registros oficiais das fábricas. Cada obra prima de me fazer cair o queixo.
 
Quais eventos nacionais ou internacionais que você considera imperdível e indicaria aos antigomobilistas deste imenso Brasil?

Recomendar Águas de Lindóia ou Araxá é uma resposta óbvia, mas não tenho como fugir disso. Ainda quero participar de algum evento internacional, admiro os eventos monomarca americanos e também nos grandes concursos de elegância e beleza pelo mundo. Acredito que esses são passos naturais da evolução do antigomobilismo. Claro não podemos esquecer da Autoclassica e de Pebble Beach.

Ainda sobre eventos nacionais, você é a favor da regionalização? Você poderia falar um pouco sobre esta questão que ultimamente vem impedindo que antigomobilistas participem ativamente dos eventos pelo Brasil, devido a grande quantidade...? Você vê alguma solução para isto?

Sou a favor de que existam todos os eventos que puderem ser organizados, naturalmente alguns vingarão outros não, mas o importante mesmo é divulgar o antigomobilismo. Ainda temos muito para amadurecer, mas acredito que estamos no caminho certo.

Claro que com a grande quantidade de eventos que existem hoje é impossível ir a todos, há finais de semana onde cinco ou seis encontros acontecem. Acredito que com bom senso e menos vaidade todos podem se ajudar.

Uma solução pode ser os eventos itinerantes onde cinco ou seis cidades se juntariam com seus respectivos clubes e a cada seis meses organizariam um encontro em cada lugar diferente.

Portuga Tavares assinando a fundação do Galaxie Clube do Brasil


 
Sobre seu Livro... Como foi o início de Portuga Tavares na literatura automotiva?

Escrevi e ainda escrevo para diversas editoras e publicações, sinceramente não saberia dizer aqui o nome de todas as revistas. Já colaborei na Quatro Rodas, coordenei por muito tempo a Antigos de Garagem e atualmente estou no programa Auto Esporte.

Entre um trabalho e outro formatei a idéia do livro, não me considero um “escritor” apenas me imagino um amigo que quer compartilhar um pouco de conhecimento, mas nem por isso acredito que saiba mais que os outros. Acredito que posso aprender todos os dias.
 
Por favor, fale-nos um pouco sobre a sua obra "Almanaque do Fusca". Como surgiu a idéia inicial para a criação?

Eu sempre tive vontade de escrever um livro de carros, mas não queria fazer algo difícil de ler. Minha intenção era escrever um livro que o antigomobilista fosse ler e sua família também. Queria que mesmo quem não entendesse nada de carros pudesse saber do que o livro estava falando.

Portuga entre sócios patrimoniais e alguns fundadores do Galaxie Clube do Brasil


 
Depois de escrever "O Almanaque do Fusca", há planos de outros livros? Seria algo ligado ao antigomobilismo?
 
Sim, tenho planos para outros livros. Todos ligados de uma maneira ou de outra aos carros antigos. Um deles já está pronto, um outro por finalizar. Há ainda um terceiro que está sempre em atualização. Qual deles será interessante a alguma editora eu não sei, mas escreverei mesmo assim.
 
Para encerrar, gostaria que o jovem antigomobilista Portuga Tavares deixasse uma mensagem dedicada a toda comunidade antigomobilista.
 
Meus amigos vamos preservar os carros antigos, vamos querer as placas pretas por merecimento e não por vaidade. Vamos participar de eventos para fazer amigos e não disputar prêmios. Senhores antigomobilistas os encontros de carros são antes de qualquer coisa uma reunião de amigos, não vamos deixar as vaidades serem maiores que as amizades.

Aos acadêmicos de salas que dizem ter vivido tal época e por isso acham que conhecem alguma coisa desculpem a minha humilde opinião, mas quem verdadeiramente sabe de um carro antigo é quem o restaurou e colocou a mão na massa.

Entre quem a viveu a época, mas a guardou esquecida na mente a tantos anos e quem sujou a mão com graxa fico com a segunda opção. Quem restaura precisa estudar e coloca em prática os estudos.  


O Portal AutoClassic parabeniza, Portuga por seu trabalho no meio antigomobilístico. Parabéns e que venham mais livros, programas e tudo de bom que você possa fazer pelo e para o antigomobilismo em nosso país.


Muita proteção divina "pra ti", sucesso gigante...!

Um forte abraço,

Teresa Gago
Equipe Portal AutoClassic
Rio de Janeiro - Brasil
(21)3325-1235

(21)3150-3666

Indique esta Pagina!

Musica preferida de
Portuga