O Portal Autoclassic, no mês de Abril, orgulhosamente homenageia um Jovem Antigomobilista que traz em seu coração um grande amor pelo antigomobilismo desde muito menino...
Hoje aos 28 anos ele é um dos maiores "Jovens" colecionadores e restauradores de veículos antigos do Brasil. Conheça mais um pouco da história de, Mauricio Marx, um Jovem Anitogmobilista de ouro!
O telefone toca, " Mau..., é o papai..., eu já estou chegando e preciso que você me ajude a retirar umas coisas do carro, então saia e me encontre na garagem", quando sai a seu encontro me deparei com um Fiat Moretti 2100, conversível e não com o carro que usualmente meu pai usava. Enfim, foi uma surpresa para me mostrar sua nova aquisição. Posso me lembrar como se fosse hoje o brilho em seus olhos com seu novo brinquedo e o orgulho em ter comprado outra raridade.

Bom, foi assim que a paixão por carros antigos foi passada de pai para filho...
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| Mauricio Marx |
Meu nome é Maurício Augusto Marx, filho de Flávio Augusto Marx e Helena Marx, nasci na capital de São Paulo em 1980, filósofo e advogado mas sem bem exercer nenhuma das duas faculdades, Mestre e Doutor em restauração de carros antigos...
Meu interesse por carros antigos começou como já falado, pelo meu pai, que também começou sua paixão com seu pai, Júlio Marx.
Meu avó começou com o gosto pelos antigos, ainda preservo alguns carros dele, sendo que o carro que ele casou com minha avó (Austin Healey 1955) foi todo restaurado e posteriormente premiado no Evento Paulista de Águas de Lindóia com minha avó recebendo o prêmio.
Essa paixão passou para o meu pai que como um louco começou a comprar e comprar e não parar mais. O amor pelos carros era enorme, ele não aguentava saber que um carro poderia ser destruido e logo comprava. Várias vezes quando seus clientes não tinham dinheiro ele logo aceitava os carros antigos como honorários. Por fim, essa paixão passou para mim e meus irmãos e espero que possa passar aos meus filhos quando os tiver.
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| Mauricio no colo de sua mãe, Helena, seu pai, Augusto o observa e atrás de Maurício um dos patriarcas do antigomobilismo nacional, OG Pozzoli com sua esposa Maú. |
Não tinha como não me interessar pelos antigos, desde que nasci já estava com a "ferrugem nas veias". Em minha casa onde vivi ficavam os carros, então não brincava com carrinhos e sim com carrões. Saia de meu quarto e ia para a oficina onde os carros ficavam e de lá não saia até escurecer.
Meu pai não me levava aos jogos de futebol e sim às corridas em Interlagos, os Rallyes e Concursos de Elegância. Para o meu pai era muito bom poder juntar a paixão pelos antigos e por sua família, então onde ele ia levava-nos e éramos levados pelos antigos. Para mim era a mesma coisa, pois podia curtir meu pai e os antigos nos eventos e nas restaurações. Cada final de semana era um evento diferente e lá íamos todos.
A maioria dos colecionadores mais antigos se lembram de meu pai, com a capota aberta em um carro e minha mãe com outro, da mesma forma, com a capota aberta e os cabelos ao vento. A briga era para ver qual dos filhos (somos em 4) iria em um carro ou em outro.
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| Passeio em família |
Meu interesse sempre foi pelos carros europeus esportes, "os conversíveis pequenos, ágeis e charmosos". Mas também não deixando de ter alguns americanos no coração, caso do Ford T baratinha (primeiro carro da coleção), a Corvette Sting Ray 1963 de minha mãe, entre outros. Mas os europeus são muito mais atraentes. Tem em sua alma a velocidade e a esportividade. As roda raiadas com as "borboletas" nos conversíveis não tem como não encantar a todos.
Dentre todos os europeus, guardo uma paixão maior por 2 carros, os Fuscas e as Kombis, não sei dizer o porque, mas acho que foi o mesmo "amor a primeira vista" como com uma mulher. Meu pai andava com um Fusca Cabriolet 1962, e acho que foi com esse o tal amor, eu adorava andar no "chiqueirinho" com a capota aberta. Infelizmente esse amor acabou quando meu pai o vendeu, mas calma ele o vendeu a um amigo, que até hoje o preserva para comprar um outro Fusca Cabriolet 1961, do pioneiro colecionador Pardal.
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| Uma das paixões de Maurício Marx |
Estava com meus irmãos no colégio esperando meu pai e ele apareceu com o novo fusca. Ele estava maravilhoso, essa foi mais uma de suas surpresas. Este fusca está comigo até hoje e é um dos meus preferidos. A paixãoo pelos fuscas acho que pode ser explicada por isso, mas pelas Kombis realmente não sei. Mas a cada Kombi que vejo me dá vontade de comprar, cheguei a ter 8 Kombis. Os colecionadores e amigos brincam dizendo que meu pai deve estar revirando no caixão por saber que com tantos carros importantes eu fico restaurando apenas as Kombis, mas essa fase já passou, estou voltando aos "puro sangues" e ele não revirará no caixão.
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Mauricio Marx dando um trato no seu " Chiqueirinho"
Fusca Cabriolet 1962 |
» Primeiro Clube X Primeiro Evento
Hoje em dia pertenço a vários clubes, mas os que mais participo são o MG Clube, O Alfa Romeo Clube e o Gatac (Clube destinado aos jovens antigomobilistas). Os dois primeiros são os clubes em que meu pai sempre participou com nossa família, então suas amizades ainda permanecem por lá, por isso faço sempre questão de participar dos eventos, ainda mais por serem clubes voltados aos europeu, por isso me sinto "em casa", com os carros que mais gosto e com amigos que cultivam os mesmos gostos. Esses clubes não são apenas clubes, ficam como se fossem uma família, pois lá todos se conhecem e se não conhecem fazem questão de muito bem recepcionar os novos sócios e os deixarem bem a vontade.
Não posso falar sobre meu primeiro evento com carros antigos pois mesmo na barriga de minha mãe eu já participava. Mas me lembro com emoção dos grandes Concursos de Elegância na Hípica de São Paulo, os primeiros eventos de Araxá e outras cidades, até mesmo as corridas em interlagos e dos Rallyes para cidades interioranas e os encontros no antigo restaurante Capricho do saudoso Janos Wessel. Esse encontro que acontecia às terças-feiras passou por vários lugares acabando hoje dia no evento do Sambódramo do Anhembi. Eu sempre ia nesses encontros, claro que meu pai ficava até mais tarde com os amigos e a uma certa altura já estava dormindo no carro, mas eu adorava isso e não reclamava, pelo contrário, todas a terças estava lá, era um encontro imperdível, poderia ter prova no dia seguinte que não me importava com as notas e por lá estava.
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| Mauricio em evento no colo de sua mãe, Helena Marx. |
» O Colecionador
Meu perfil como colecionador é preservar a história dos carros, sempre me preocupando em manter os carros mais originais possível e sempre andando com eles no dia-a-dia. Não me importo com a marca dos carros, pode ser um Fusca ou um Jaguar, mas o importante é sempre andar com eles.
Todos sabem que para um carro antigo permanecer em ordem ele precisa rodar. Mesmo o carro estando bem ruim, não me importo, ele ainda está vivo. Muitos carros foram acabados a machadadas ou com o próprio tempo. Por isso ainda preservo alguns carros bem acabados, mas que tem uma história mundial importantíssima. Então eles ficam "hibernando" até que um dia sejam restaurados. Algumas pessoas falam que é um cemitério de carros. Mas certa vez em um programa, uma apresentadora falou que lá não era um cemitério e sim um berçario. Foi uma colocação muito feliz, pois lá eles estão esperando a vida. Posso então dizer que lá é o paraíso, pois eles já morreram e agora estão aguardando para sobreviver.
Não tenho medo de nenhum tipo de restauração. Pode ser o carro que for, não importando o estado. Se o carro ao menos tiver o chassis já é um bom começo. Vários carros antigamente eram construidos artesanalmente sem os recursos que hoje em dia temos. Já restaurei carros que apenas me baseei em fotos e medidas e lá estão, como se tivessem sido feitos na fábrica.
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Mauricio Marx em várias fases com seu Karmann Guia Porche Dacon
em várias fases e eventos |
Independentemente dos carros da coleção de meu pai posso dizer que o carro que comecei minha coleção foi uma Kombi 1950, que existem apenas 30 exemplares no mundo (segundo site oficial do modelo). O carro estava muito ruim, mas quando o comprei sabia que se tratava de uma Kombi muito rara e não me preocupei com seu estado, refazendo-a inteira. Minha ùltima aquisição foi o Karmann Guia Porsche Dacon de corrida pilotado pelos pilotos José Carlos Pace "MOCO", Emerson e Wilson Fittipaldi entre outros. Comprei no Rio de Janeiro e o restaurei todo. Sigo todo dia à procura de novos carros esportes. Claro que não consigo comprar todos que aparecem, mas se o carro for especial dou logo um jeito e o compro.
Não posso falar que tenho um xodó na coleção e sim xodós. São 2: o Fusquinha Cabriolet 1961 já citado e um Porsche 356 1951 Cabriolet. Mas guardo em todos os carros um carinho especial. Os carros são como os filhos, você sempre ama a todos sem distinção, mas sempre guarda uma afinidade maior com um ou outro, e assim acontece com esses dois.
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Murício Marx com sua Porsche 356 1951 Cabriolet
em 2 fases de sua vida |
» Conquistas no antigomobilismo
Acho que minhas maiores conquistas no antigomobilismo são várias, mas acho que as grandes amizades que tenho até hoje são as maiores. Tenho grandes amigos que só conheço por intermédio dos carros, sejam os filhos dos colecionadores mais velhos, os próprios colecionadores mais velhos, amigos de meu pai e os que conheci sozinho nos eventos e encontros de carros. Essas amizades não teriam acontecido se não fossem pelos carros, acho que fica fácil você fazer amizades nesse meio, pois são pessoas que gostam das mesmas coisas, sempre se reunindo nos eventos. Por isso não há como não conquistar novas amizades.
Cheguei até estagiar como advogado com um colecionador que conheci por intermédio dos carros, e que por fim se tornou mais um grande amigo em minha vida. Outra conquista foi ter vivido tão perto de meu pai por causa dos carros. Compartilhávamos o mesmo Hobby então essa união foi muito importante para mim. Foi dela que aprendi vários princípios éticos e sociais e o maior de todos o amor de pai para filho que foi o que resultou no que sou hoje. Talvez se não tivesse os carros em minha vida não teria curtido tanto o meu velho. De qualquer forma acho que com todas minhas conquistas com os antigos, formou-se uma vida boa de se viver com meus amigos, com minha família e com os carros.
Só as namoradas que não pensam da mesma forma, pois por várias vezes deixamos de sair com elas para acabar os carros para os eventos. Mas elas sabem que a paixão por elas é sempre maior do que pelos carros, é que os carros dão muito mais trabalho (ou o contrário) e as vezes ficamos muito tempo fazendo os carros e as deixamos esperando, (risos).
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Maurício Marx em evento internacional - Concurso de Elegância
em Peeble Beach - Califórnia - Estados Unidos |
Tenho alguns sonhos a realizar que são participar de eventos internacionais com meus carros na Mille Migla na Itália, Carrera Panamericana no México, as corridas nos autódramos de Laguna Seca nos EUA e Goodwood na Inglaterra, e o grande Concurso de Elegância de Peeble Beach nos EUA. São vários eventos importantes no mundo inteiro, mas esses em especial são os que mais quero participar. Entre outros sonhos, gostaria de aquirir outros carros para a coleção, não falarei nomes pois pode ser que alguém os compre na minha frente, (risos).
Acho que as únicas razões que me fizeram pensar em largar o antigomobilismo foram duas. Primeiro a minha carreira como advogado que larguei para ficar com os carros. Naõ tinha como seguir com a advocacia, eu nasci no meio dos carros, sempre trabalhei com meus carros, aprendi a amá-los e aprendi a ganhar dinheiro com eles, então, por óbvio, a promissora carreira de advogado foi interrompida.
A segunda razão foi o problema que os colecionadores tem hoje em dia em conseguir restaurar os carros. A mão de obra está muito difícil, sempre temos problemas com funileiros, pintores e todos os outros. Vários colecionadores não restauram mais pois sabem de tal dificuldade. Mas sempre tive jogo de cintura e paciência para conseguir lidar com os empregados e conseguir acabar os carros.
Outra razão que não me fez pensar em largar o antigomobilismo, mas que me fez pensar em não partcipar dos eventos é o critério e a falta de cultura de alguns colecionadores e julgadores desses eventos. Seja por desconhecimento ou por politicagem eles sempre acabam por "apagar" o brilho desses eventos.
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Maurício e seu irmão Guilherme Marx entregando troféu "Flávio Marx" a Rubem Duailibi -no Encontro Paulista - Aguas de Lindóia 2006
(Foto de Teresa Gago) |
Vários colecionadores já não mais participam de alguns eventos pois sabem que sempre será a mesma coisa pois as premiações muitas vezes são duvidosas. Eles não pensam duas vezes em tirar verdadeiras raridades da garagem para passar por situações desconfortávei. Realmente isso é lastimável, pois existem carros mundialmente importantes que ficam escondidos em suas garagens. Claro que não dá para agradar Gregos e Troianos, mas algumas coisas são claras e não poderiam passar em branco. Imagino que na maioria das vezes esses erros acontecem por ignorância (leia-se ignorância como a de ignorar a história dos antigos e não da ignorância pessoal) e não por politicagem, mas o fato é que várias pessoas já se sentiram prejudicadas nesses eventos e com toda razão.
No meu caso minha preocupação não é apenas em ganhar a estatueta. Os troféus na verdade ficam em estantes e não querem dizer nada. Acho que o mais importante quando se ganha um prêmio é o reconhecimento do trabalho realizado. Foram as noites em claro acabando os carros, as notas baixas na faculdade, as brigas com as namoradas e tudo mais que engloba uma restauração para um evento. Seria como um Oscar. Você faz uma ótima restauração em um carro importante que em qualquer lugar do mundo seria reconhecido e premiado e apenas aqui no Brasil isso não acontece. Se seu carro não é premiado, parece que todo seu esforço de nada valeu.
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| ADLER TRUMPH JR 1937 que pertence a Família Marx e que ganhou prêmio em Araxá 2006 (Foto de Teresa Gago) |
Todos colecionadores são vaidosos e querem passar com seus carros pelo palanque e receber um prêmio. Mas o que acontece é que no mundo inteiro existe um critério a ser seguido e que lá é seguido à risca, e aqui isso não acontece. Teria que ser muito hipócrita em dizer que nã é gostoso receber um prêmio, mas hoje em dia acabo não mais me preocupando com isso, apenas restauro os carros por gosto próprio e realmente apenas me preocupo em participar dos eventos para encontrar com os grandes amigos, ver os belos carros expostos, procurar novas aquisições e peças.
De qualquer forma essas razões não são levadas em consideração. Quando começo a restaurar mais um ou apenas quando olho os carros aguardando o restauro, parace que eles me chamam e é uma briga grande entre eles para saber quem vai ser restaurado primeiro. Quando as dificuldades aparecem nos fazendo pensar em largar tudo aparecem nosso verdadeiros amigos e nos acalmam fazendo repensar em tudo e por fim voltamos à velha rotina. Meu amor pelos carros é e será sempre maior que qualquer razão e nunca mais pensarei em largá-los.
» Familia Marx
Minha família sempre me deu o maior apoio, principamelnte minha mãe que mesmo não querendo me apoiar não teria como, pois passou a vida toda com meu pai, então comigo não seria diferente. Ela se preocupa com minha felicidade e sabe que com os carros fico feliz. Não há porque não me apoiar. Acredito também que me vendo assim com os carros ela pode matar um pouco a saudade dos tempos que saia com os carros com meu pai.
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| Família Marx sempre participativa nos Eventos de Veículos Antigos |
Quanto aos carros nacionais acho muito importante a valorização destes e a preocupação que o brasileiro tem agora em preservá-los. Isso não acontecia, mas há alguns anos a febre pelos nacionais aumentou muito e cada vez mais vemos as pessoas andando diariamente com seus carros.
Isso é muito importante para a economia pois o mercado está muito aquecido, dando emprego a muitos profissionais da área. Nos países em que houve produção de carros existe a preocupação na preservação dos carros e aqui no Brasil não poderia ser diferente. A nostalgia tomou conta dos brasileiros e todos agora querem matar a saudade com o carro que teve em tal época ou com o carro que não pode comprar e que agora felizmente pode.
Acho que um dos carros mais importantes hoje em dia é o Puma e o SP2. O Puma pode ser visto em vários países do mundo, sendo eles exportados na época de sua fabricação, fazendo um grande sucesso sendo exportados hoje em dia também, isso ocorre com os SP2 que até mesmo no Museu da Volkswagen existe um exemplar fazendo com que os colecionadores internacionais venham comprar os carros aqui no Brasil.
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| Maurício e Guilherme Marx |
» Eventos antigomobilistas
Conheci alguns eventos internacionais, como os já citados, Mas os que indicaria seriam o concurso de Peeble Beach nos EUA, que se trata do maior e mais caro Concurso de Elegância do mundo. Lá se pode apreciar o que tem de mais importante no meio antigomobilista desde Mercedes das déc de 30, Delahayes, Talbots , Duesembergs até os esportivos Maseratis, Ferraris, Cisitalis entre outras maravilhas que nem mesmo em livros encontramos.
Apenas se atente ao fato que os carros não tem cordão de isolamento, o que dá a entender que se deve olhar com os olhos e não com as mãos, Lá se você enconstar em um carro tomará uma grande bronca. Devemos lembar da máxima dos antigomobilistas que diz: "carro antigo é como mulher de amigo, você olha, admira, mas não toca". Aqui no Brasil, mesmo com as cordões de isolamento as pessoas o ultrapassam e tocam nos carros até mesmo apopiando-se neles.
No caso de quem goste de velocidade deve conhecer as corridas de carros históricos em Le Mans, Goodwood e Laguna seca. Lá estarão os carros que correram na época e que lá estão em perfeitas condições e correndo da mesma forma que antigamente.
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| Mauricio Marx em Laguna Seca |
» Sobre a regionalização dos eventos brasileiros
No Brasil são muitos eventos que acontecem, mas os de Lindóia, Araxá, Rio de Janeiro, Santos e Sul Brasileiro acho que são muito bons. Mas acho que seria injusto não falar dos outros de mesma importância, mas é que estes eu conheço. São gandiosos e com um número de carros e de qualidade muito grandes.
Acho que com o grande número de eventos que acontecem no Brasil os colecionadores ficam perdidos. São vários eventos na mesma data. Já é um bom começo o calendário anual que dá margem aos colecionadores se prepararem e escolherem os melhores, mas mesmo assim ocorrem vários eventos na mesma data.
De uma certa forma acho que alguns eventos são notórios e não caem na mesma data . Caso dos eventos de Lindóia, Araxá, e Rio de janeiro. Acho que os presidentes devem realmente ter bom senso e começar a estipular as datas corretamente, mas como o fazer? É uma tarefa muito difícil, pois mesmo com a regionalização, a proporção cresceu muito e muitas cidades nos estados tem seus eventos e não há como existir uma conciliação.
O que acho que deve acontecer é serem colocados todos os eventos no calendário e os colecionadores ou amantes de carros que escolham os eventos predilétos. Com a enormidade de colecionadores garanto que mesmo com vários eventos na mesma data nenhum evento ficara vazio.
» Como se tornar um antigomobilista
Hoje em dia para começar com esse Hobby, o novo antigomobilista deve primeiramente ter amor aos carros e não somente pensar monetariamente como se fosse um negócio. Acho que não deve haver distinção entre qualquer carro, deve-se restaurar o carro que se gosta não se preocupando se é um Fusquinha ou um carro mais caro. Devem buscar a originalidade ao máximo, em relação às peças, cores e tudo mais que fará o carro ficar quase como novo. Quanto mais original o carro, maior a possibilidade de conseguir a placa preta.

Na maioria das vezes o restaurador devera ter muita paciência e não parar a restauração em hipótese nenhuma. Todo o suor derramado e a conta negativa serão compensados com o prazer em dirigir o carro após a restauração. Não se preocupem com o que os outros falarão de seu carro, se um parafuso não é original, se pneu e diferente. Isso tudo não vale nada, apenas tente fazer a melhor restauração possível e mesmo assim se não o fizer, apenas curta seu automóvel antigo pois você já fez seu papel de restaurá-lo e fazê-lo reviver. Que venham mais e mais novos colecionadores ao meio, pois é um Hobby muito saudável e com mais e mais colecionadores, mas carros serão salvor e preservados.
Acho que o Brasil está passando por um processo muito importante. São muitos os novos colecionadores que estão entrando no meio, fazendo a cada dia nosso patrimônio histórico ser preservado. É bom vermos nos eventos cada vez mais e mais carros. Isso é o mais importante. As pessoas estão se ajudando mais, compartilhando informações, clubes ajudando novos colecionadores.

» Agradecimentos
Gostaria de agradecer aos grandes amigos que me ajudam e me dão força, sendo moral ou pessoal. Agradecer em particular ao Casal Carratu e ao grande amigo Salin, que idealizou o premio "Flávio Marx" no evento paulista de Lindóia. É realmente motivo de muito orgulho ver o nome de seu pai em um prêmio de tão grande importância, que eu e minha família entregamos ao carro esporte europeu mais raro e significativo do evento. Sei que meu velho onde estiver está orgulhoso de seu filho, sendo restaurando Kombis ou MG´s mas sempre preservando e restaurando seus carros.
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Jovem Antigomobilista homenageado -
Maurício Marx - São Paulo - Brasil |
O Portal AutoClassic parabeniza o Jovem Antigomobilista, Maurício Marx por tudo que ele significa no antigomobilismo brasileiro e pelo seu brilhante trabalho na preservação da memória automóbilística no Brasil.
Parabéns, Mauricio, muita proteção divina para você! Desejamos muito sucesso nessa caminhada gigantesca que você tem pela frente... Força!
Em tempo! Gostaria de fazer um agradecimento a Roberto Rodrigo Octavio - membro da diretoria do Veteran Car Club do Brasil - Rio de Janeiro e amigo do nosso homenageado. Sem a ajuda de Robertinho teríamos um pouco de dificuldades em realizar esta homenagem.
Um forte abraço,
Teresa Gago
Equipe Portal AutoClassic
Rio de Janeiro - Brasil
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