Jardineira é Atração da Saúde no Estado de São Paulo


Motorhome faz sucesso em Campanhas Preventivas

 Resgatada no final da década de 70 de um ferro velho, a jardineira 1.958 (veículo adaptado em uma “casa sobre rodas”) já virou atração turística nos Encontros de Carros Antigos realizados no Estado de São Paulo – Carlos Fantinati Federici, proprietário e restaurador, não cansa de contar aos visitantes, como transformou o velho e “acabado” veículo em aconchegante residência, com quarto, banheiro, sala, copa e cozinha, que hoje circula com suspensão a ar nas quatro rodas e motor americano Detroit.
 
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Nas últimas três décadas, Carlos, junto da esposa, filhos e amigos, tem percorrido as estradas do país a bordo da “Comitiva de Campinas”, nome carinhosamente dado ao veículo – seu sucesso é tanto que até artistas consagrados como Jair Rodrigues, Sérgio Reis, Sula Miranda e as duplas Irmãs Galvão, Tião Carreiro e Pardinho, eoutros, já estiveram visitando a tão surpreendente jardineira.
 
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De olho na atração, a OSCIP TERRA DAS ANDORINHAS, de Campinas (SP), firmou em 2.012, parceria para desenvolver projetos sociais a bordo da ”Comitiva”. Entre eles, destaca-se o itinerante PROJETO JARDINEIRA DA SAÚDE, que visa fortalecer ações gratuitas de promoção e defesa dos direitos humanos relacionados às doenças epidemiológicas, a prevenção das DST/HIV/Aids e Hepatites Virais, estimular a realização de testes de diagnósticos precoce, a vacinação e contribuir para a melhoria da saúde.
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O cenário negativo das epidemias justifica a importância do Projeto que realiza abordagens comunitárias e atividades educativas de disseminação de informação, realizadas em todo o estado, nos eventos de carros antigos, nas escolas, empresas e locais públicos de grande circulação de pessoas.
 
A década de 80 foi marcada pelo início mundial do número de casos da AIDS, doença causada pelo vírus da imunodeficiência humana, o HIV. De lá pra cá está presente em 85% dos municípios brasileiros, continua sem cura e ligada a preconceitos, atingindo mais de 718 mil pessoas – destes, cerca de um em cada quatro, não sabe disso. Leva em média de seis a sete anos para dar sintomas. O diagnóstico precoce seguido de tratamento diminui consideravelmente a agressão de vírus ao corpo.
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As hepatites virais assola o país, atingindo aproximadamente 3,5 milhões de brasileiros. Estima-se que uma em cada 12 pessoas no mundo são portadores dosvírus das hepatites e não sabe. No Brasil ocorrem cerca de 5.840 óbitos/ano, porconta da insuficiência hepática terminal, provocada pela hepatite “C”. Com o tratamento atual aproximadamente 55% conseguem a cura, evitando a progressão da doença e a necessidade de um transplante.
Premiação de iniciativa, recebida no Encontro Nacional de Pick-ups, Trucks e Carros Antigos de Águas de São Pedro – 2.012.
Mesmo sendo grande o número de subnotificações dos agentes etiológicos (tipo de vírus), a procura por testagem e vacinação é baixa. É prática comum das pessoas só procurarem saber se estão com a doença quando já se encontram debilitadas, com infecções instaladas e baixa imunidade. As dificuldades de adesão de indivíduos as ações de prevenção são muitas, principalmente por tabus sobre o tema, medo do preconceito e desinformações.
 
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Neste sentido, as ações de prevenção merecem uma reflexão e exige novas posturas. É preciso ampliar a informação e acompanhar a implantação de novas tecnologias. Você que ainda tem muito o que viver, venha fazer parte desta ação, afinal é melhor prevenir do que remediar. Confira a agenda da JARDINEIRA DA SAÚDE no site www.osciptda.com.br. Informações podem ser obtidas pelo telefone (19) 3383-0941
 

Liliana Mussi  
OSCIP Terra das Andorinhas
Vice Presidente

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