Homenagem ao Jovem Antigomobilista – Janeiro 2009


Homenagem ao “Jovem Antigomobilista”, é um espaço dedicado a estes jovens brilhantes que participam ativamente do nosso meio, que além de incentivar seus pais neste meio, também lutam pela preservação da memória automobilística do nosso país.

Frederico Vieira Zgur

 

Brindando o ano que se inicia, o Portal AutoClassic tem a honra de homenagear em janeiro –  na seção “ Jovem Antigomobilista” – o jovem Frederico Vieira Zgur de apenas 13 anos de idade, e consideramos este rapaz uma grande promessa do antigomobilismo carioca e brasileiro.

Este jovem,  super inteligente  se faz muito presente nos eventos que acontecem pelo Brasil e principalmente no Rio de Janeiro.

Desde muito cedo acompanha seu pai, o grande antigomobilista carioca, Sandro Zgur  em todos os eventos,  inclusive na restauração dos veículos.

Através de nossa entrevista, conheça a vida de Frederico Zgur, Jovem antigomobilista homenageado de – Janeiro 2009.

 

 Fred, tudo bem? Para começar fale-nos um pouco sobre você?

Bom, para começar, me chamo Frederico Vieira Zgur e atualmente estou com 13 anos. Nasci aqui mesmo na minha cidade, Nova Iguaçu-RJ. Meus pais são Sandro e Marta. Em 2009 estarei cursando o 9° ano do ensino fundamental no Colégio Equipe Grau.

Fred no evento Araxá de 2008


Como que o antigomobilismo surgiu na sua vida? Você lembra do seu primeiro evento? Algo te fascinou neste primeiro evento?

Desde que nasci,  meu pai coleciona  miniaturas de carros em escala 1/18 e sempre achei legal o cuidado dele para limpá-los e organizá-los. Daí começou aquele “Que carro é esse?” daqui, o “Qual carro é mais rápido?” de lá, e  acabei me interessando e conhecendo cada vez mais e mais sobre esse mundo.

Creio que meu primeiro evento foi no Forte Copacabana (Veteran RJ), no qual eu fui com meus primos. Nós todos éramos bem pequenos, mas com certeza teve uma coisa que me impressionou: A tamanha quantidade de carros grandes e imponentes, suas cores variadas e aquele cenário maravilhoso de fundo.

 


Fred, desde que estou neste meio, sempre vejo sua participação nos eventos em muitos locais do Brasil. Vejo que você é um menino super dedicado e que tem um grande amor pelos carros do seu pai…
Hoje apesar de ser um menino, diga-me o que significa antigomobilismo para você? O que este hobby representa em sua vida?

Uma forma de diversão, lazer e conhecimento. Fora o fato de ser bem legal passear com um antigo e conhecer a história e os detalhes desses carros “diferentes”.

Fred Zgur ainda muito menino no Encontro do Museu – Rio de Janeiro


Por ventura você já tem algum carro antigo? Poderia falar sobre sua raridade para nossos leitores?

Aqui na família nós dizemos que a Miura Targa é minha!  De ano 1986 e cor vermelha, é um carro bastante raro de se ver restaurado, mantendo seus detalhes originais. Em minha opinião, as características mais interessantes dele são seu design esportivo, faróis escamoteáveis e teto removível do tipo Targa. 

Sandro Zgur, seu pai é um grande restaurador de veículos antigos. Todos os veículos da família que conheço foram restaurados de forma primorosa… Segundo alguns comentários em nosso meio, você desde os 8 anos de idade acompanha seu pai nas restaurações. Isso é verdade? Como é acompanhar um serviço de restauração para um menino da sua idade? Você acompanha seu pai em todos os detalhes?

Tenho orgulho do carro!

É verdade sim! Bom, nas primeiras semanas era mais para adiar o dever de casa,rsrs. Mas nos meses seguintes eu levei mais a sério (afinal já se passaram anos desde que eu e meu pai começamos)… Sempre ajudo na desmontagem, na escolha de cores, tanto do interior como da pintura, procuro peças na internet e quando os carros estão na pintura ou no mecânico eu os visito sempre que posso e dou minhas opiniões.

Fred abraçado com seu pai e amigo, Sandro Zgur


Fred você é fã de quais carros antigos? Que carro faz seus olhinhos brilharem e seu coração bater muito forte?

Grande parte dos esportivos Italianos e dos “Muscle Cars” são para mim, obras de arte. Destaque para os Lamborghinis, os Shelby e a linha Mopar.
E é claro, os fora-de-série nacionais. Destaque para os Miuras.

Algum xodó antigomobilístico?

Todos os carros são xodós para mim, por igual. Tanto os dois Miuras e o Isabella.

Há pouco tempo fiz uma matéria com seu pai, Sandro Zgur, sobre o raro e premiado Borgward Isabella Combi 1958. O que representou e representa este veículo na vida de vocês. Poderia fazer um resumo de tudo que vocês viveram desde as negociações até a grande aquisição do raro veículo?

Tudo começou graças à dica do meu padrinho. Ele e meu pai foram ver o carro e acabou que meu pai se apaixonou!

A família do falecido dono não queria vender, mas depois de mais de um ano de negociação ele conseguiu convencê-los de que seria melhor para o carro ser restaurado e voltar a ser novo do que ficar para sempre parado, enferrujando, tendo como destino um ferro-velho.

O carro para nós é uma conquista e uma satisfação, não vejo a hora de ir para Águas de Lindóia cruzando as estradas com o Isabella.

Fred, com toda família reunida, no dia em que apresentou – o Isabella(um de seus xodós) – para sociedade antigomobilista carioca


Sobre eventos de veículos antigos, Qual deles está presente até hoje em seus bons pensamentos?

É difícil falar de um só! Além de alguns Rallys e passeios, os encontros de Águas de Lindóia, Araxá, o extinto encontro do museu da AGMH e os Anuais do Veteran RJ me trazem ótimas lembranças.

Qual evento você tem muita vontade de conhecer, mas ainda não teve oportunidade?

Com certeza o Pebble Beach Concours d’Elegance…   Quem sabe um dia?

Você gosta mais de eventos móveis – tipo Rallyes ou exposição? Por quê?

Boa pergunta! Acho que cada tipo tem suas vantagens. Nos Rallyes podemos ver os carros em movimento e visitar novos lugares, porém o clima das exposições é mais tranqüilo e podemos observar os detalhes dos carros com mais atenção.

Fred Zgur com seu pai em Araxá no Brazil Classic Fiat Show
junto, o casal Ferreti de São Paulo


O que você mais gosta num evento de carros antigos?

Ver carros diferentes de várias épocas e seus muitos detalhes, conversar com diversas pessoas e fazer amigos. Fora que ir e voltar já é uma boa voltinha de carro!

No antigomobilismo você já viveu algum momento muito feliz, algo tipo inesquecível? Caso positivo poderia falar sobre este momento? Ou isso ainda está para acontecer?

Os momentos mais legais são a compra e o término da restauração do veículo. Mas as premiações do Miura e do Isabella foram bastante especiais. Também destaco a matéria sobre o Isabella Combi no site Autoclassic, fiquei muito orgulhoso, muito feliz mesmo.

 


Como é o antigomobilista, Sandro Zgur? Pode apresentar seu pai para nossos leitores? E sua família? Acompanha toda esta movimentação de vocês dois?

Ele é bem exigente consigo mesmo e se dedica muito aos carros. A família, as vezes, viaja com a gente, mas só se for de Isabella! No Miura não dá nem para metade. Meu irmão Bernardo também nos acompanha nos eventos mais curtos.

O antigomobilismo chegou na sua vida para ficar? Caso positivo quais os seus projetos para o seu futuro como um grande colecionador?

Claro! Primeiro quero tirar logo a carteira de motorista! Enquanto isso vou ajudar meu pai  a terminar o Miura Top Sport e os futuros projetos que virão… Quem sabe um conversível da década de 50…

Frederico Zgur, no momento da premiação – Araxá 2008


O que seus amigos acham deste seu hobby?

Todo mundo acha legal e pergunta das viagens que faço e dos carros que eu vejo. Dá até pra tirar uma onda na escola chegando num dos carros!  

Fred, por favor, deixe uma mensagem para toda nação antigomobilista brasileira.

Um Parabéns a todas as pessoas que tem um carro antigo em bom estado de conservação e saem com ele para prestigiar os mais diversos eventos em todos os lugares, seja no Brasil ou no exterior. Grande abraço!
                                                           

Fred Zgur

 

 

Bom, Fred, são essas perguntas. Se quiser falar sobre algo que eu não tenha perguntado, por favor…Fique a vontade. Este espaço é seu!!!

Quando criança minhas brincadeiras favoritas eram carrinhos e vídeo games de carro (brincadeiras que me influenciaram muito). Outra coisa que adorava fazer era passar o tempo com meu pai e sua coleção de carros 1:18. Em meio as Ferraris e Cadilacs em miniatura, meu amor por carros começou a nascer.

Lembro que todo mês de setembro era motivo de comemoração para mim, algo tão grande como o natal, pois eu sabia que iria ver o mar e vários dos carros da coleção de meu pai (só que de verdade) e esse lugar era no Forte Copacabana, no encontro anual do Veteran Car RJ.

Lembro-me também que algumas vezes nós íamos ao evento da Praça Quinze, também do Veteran RJ. Num certo ano eu fiquei tão maravilhado com um Mustang Boss que não parava de perguntar: “Onde eles acham esses carros?”. No mesmo dia um pouco mais tarde, eu e minha dupla dinâmica (o pai) fomos à casa de um rapaz, nos confins da Baixada Fluminense.

 

Assim que saí do carro vi ao longe, no quintal do homem um veículo  pequeno, que estava coberto, mas dava para ver que era de cor vermelha… Era um Willys Interlagos! Conversamos bastante com o cara e acabou que ele deu um preço… Não me lembro ao certo, mas era algo em torno de R$ 3.000.

Na época era algo a se pensar visto o estado do carro (diga-se de passagem, deplorável) e a nossa falta de experiência total no “ramo” da restauração, fora que nós não conhecíamos nenhum profissional da área (mecânico, pintor, estofador e etc…).

Daí começou o trabalho de pesquisa e negociação. Aumenta o preço dali, diminui daqui e por aí vai… Até certo dia que começa a veicular uma propaganda do Auto Esporte sobre uma matéria com o Interlagos e após assistirmos a dita cuja o velho disse: “Hoje ele ainda vai ligar!”. E não deu outra! O proprietário ligou dizendo que o preço passara de 3.000 para R$7.000, o que era inviável na época em meio à reforma de nossa casa.

Depois da lamentação, lá fomos nós a procura de outro carro e não é que achamos? Era um Ford ano 1937 de cor preta, foi amor a primeira vista do pai! Mas o bichão gerou tantos conflitos familiares que na véspera da compra o velho desistiu… Não estávamos dando sorte. Um tempo depois, andando com meu avô ele viu a Targa, agora era uma questão de honra (ou dor de chifre, como ele descreve) comprar aquele carro.

E lá estava aquele troço (sério, estava muito ruim) parado na garagem de casa e depois de um árduo dia de escola, foi uma baita surpresa! Começamos a desmontar, e retiramos objetos no mínimo bizarros do interior (até bala de revólver tinha!).

Depois de desmontado e com parte da mecânica feita (ta aí o nosso 1° erro: Não ter feito toda a mecânica dessa Miura.Um erro que não cometeremos de novo.) ela foi pro recém conhecido pintor, o Riva. Depois de dois meses, muita pesquisa e exaustivas visitas (Meu pai esquece-se do mundo perto dos carros, chega ao lugar onde estiverem às 8 da manhã e dificilmente volta antes de meio dia, quando já estou com princípios de anemia!) o carro ficou pronto e aquele lindo vermelho brilhava novamente!

Naquele momento percebi o quanto é gratificante ver um carro antigo novo como de fábrica, e glamoroso também, já que mesmo sem o interior e os emblemas no lugar o carro fez que quem estivesse por onde ele passa desse no mínimo uma virada de cabeça! Uns meses depois o carro ficou pronto, lindo demais e quando sentei naqueles bancos de couro percebi o quanto os dois anos de restauração valeram à pena!

Para encurtar um pouco a história, nos começamos a ir a todos os eventos que podíamos, sempre preservando e procurando sempre mais e mais informações da Miura para conhecermos todos os detalhes de sua história.

Até que em um mês de Agosto, meu padrinho mencionou em uma festa um carro que ele via desde criança, mas não sabia que carro era. Era o Isabella Combi! Essa histária vocês já viram aqui no Autoclassic.Saudações antigomobilistas e um excelente 2009 para todos,

Fred Zgur

 

O Portal  AutoClassic  parabeniza Fred Zgur, por sua dedicação ao antigomobilismo e por tocar para frente, o hobby do seu pai, Sandro Zgur.  

Desejamos que seu caminho no antigomobilismo seja tão brilhante quanto o jovem antigomobilista que você é.

Um grande 2009 para você e toda sua família,

Saudações,

Teresa Gago
Portal AutoClassic
Rio de Janeiro – Brasil
(21) 3325-1235
(21) 3150-3666

No Comment

  1. Armando Loureiro de Almeida
    13 de janeiro de 2009
    Responder

    Oi Fred! Você merece esta homenagem que
    o portal está lhe fazendo. Acompanho há
    muito tempo seu gosto e interesse pelos
    “antigos” com o seu comparecimento em
    quase todos os encontros, juntamente com
    o seu pai que é seu grande incentivador.
    Tenho certeza que você continuará a ser
    um grande antigomobilista. Parabéns,
    também, ao seu pai, por tê-lo feito o
    que você é. Parabéns, também, à Teresa
    Gago, por ter se lembrado dessa promessa
    do antigomobilismo. Um grande abraço,
    Armando, o “A” do AGMH Antigomobilistas.

  2. Edna SantAnna Menezes
    13 de janeiro de 2009
    Responder

    Fred, que matéria interessante a sua, garoto você é um exper no assunto sobre encontros e automóveis antigos, como é bom saber que temos garotos assim como você tão interessado em manter viva a história do automóvel antigo.
    Parabéns a seus pais pelo filho que és e parabéns a você que com apenas 13 anos já tem uma bonita história para contar, espero em breve conhece-lo pessoalmente, que Deus o abenço sempre. Beijos .Edna e Fernando

  3. Alfredo Schaeffer (Fredy)
    13 de janeiro de 2009
    Responder

    Grande Xará, Fred: Tenho enorme prazer em ver esse garotão tão apaixonado por carros em geral e pelos antigos, especialmente. Conheci, pai e filho em um VCC na Praça XV e reconheci DOIS apaixonados por carros.
    Gosto muito de ver nos encontros a dupla e as vezes a “trupe” inteira quando no Isabella.
    Grande abraço de um também apaixonado por carros!
    Fredy

  4. robson veras de souza
    13 de janeiro de 2009
    Responder

    valeu fred voce merece

  5. Giani Barboza
    13 de janeiro de 2009
    Responder

    Primo, você arrasou !!!!!! Tá muito fofo na matéria. Parabéns !!!! Continue assim, esse primo inteligente q tenho. MEGA beijos, Gi (sua prima)

  6. Renata Parmera C. Barboza
    13 de janeiro de 2009
    Responder

    Primo Fred,

    sou eu, Renatinha, do Marcos!

    Adorei a reportagem e como prima, estou muito orgulhosa de você!

    Espero que você realize seus sonhos antigomobilísticos e nunca desista.

    Muitos beijos e feliz 2009!

    Sua “prima”,

    Renata

  7. Aniviel Barboza
    13 de janeiro de 2009
    Responder

    Oi Fred. Parabéns mesmo. Eu e Tia Gilka adoramos a matéria pela sua maturidade, conhecimento e bom humor. Continue assim. Valeu!!!

  8. Max
    21 de janeiro de 2009
    Responder

    Grande Fred

    Uma maravilha sua entrevista.
    Estou com saudades de sua vasta cabeleira e da ausência dela em seu pai.
    Falando sério agora, sua entrevista foi muito boa e o velho Sandro pode ficar tranquilo porque parece que o pequeno cabeludo esta definitivamente dependente da gasolina com naftalina.

    Abraços

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