Espaço “Lenda viva” – Por Nelson Cintra


O espaço ” Lenda Viva” foi criado para homenagearmos nossos pilotos e preparadores que tanto fizeram pelo automobilismo nacional.

O Espaço ” Lenda Viva” terá o comando do ex-piloto: Nelson Cintra, que a cada mês apresentará aos leitores do AutoClassic um convidado, ou melhor, uma lenda viva da história do automóvel e do automobilismo brasileiro… Pessoas normais, que um dia tiveram um sonho de correr e foram atrás. Quando este tempo passou, voltaram a ser “pessoas normais”.

Nelson Cintra abrirá o Espaço ” Lenda Viva” com chave de ouro apresentando: Luigi Ciai – Piloto e Preparador. Poucas pessoas conhecem esta historia.  Hoje ele tem 86 anos, e correu mais de 200 corridas de moto na Europa e algumas no Brasil. Atenção para a Prova que ele ganhou na época do Jucelino Kubichek.  

História de vida de  Luigi Ciai.

 

 Luigi Ciai, nasce na Itália , em Roma ,em 18 de outubro de 1922, filho de Remo Ciai e Emma Alegreti . A paixão pelas motos veio no sangue, seu pai em 1919 também corria de moto,com uma PM Panter, 500 cc  junto ao seu irmão, Enrico Ciai . Luigi, Luigino, como era chamado pela família, depois de fazer os anos de  escola normal, aos 16 anos no Instituto Carlo Grella, se forma em perito mecânico. Começa a trabalhar com o pai na oficina da família, que consertava motos e carros.

CIAI correndo – 12 de abril de 1952
Usava o número de inscrição 63 e este lhe dava muita sorte

 Aos 17 anos, em 1942, serve o exército em plena segunda guerra mundial, destinado para setor da milícia da estrada, departamento que fazia a escolta de motocicletas para o estadista, Benito Mussolini . Em 1945, depois dos percalços da guerra, Ciai começa a sua vida de corredor de motocicletas. Faz sua estreia com uma Benelli de rua, preparada pelo seu pai, Remo, e vence no circuito de Riccione/Adriático/ e Tortoreto de Abruzzo.

 

  Em 1947, vence o 1º prêmio Nacional e Internacional de Motociclismo, na cidade de Torino.  Depois de vários prêmios conquistados , em 1947 , Luigi Ciai, é convidado pela fábrica da Benelli , para competir com uma moto preparada por eles. Aí começa a famosa parceria Benelli – Ciai .  

 Ciai  usava o número de inscrição 63 e este lhe dava muita sorte. Segue correndo pela Itália e também pela Europa ganhando em vários circuitos.  

 Em 1949, Ciai muda de equipe e corre com Parilla , outra marca muito conhecida na Itália. Em 1955, Ciai vence mais uma importante prova, O Giro de Itália, uma prova que acontecia em circuito de rua, rodando por várias cidades italianas. Essa, subiu as montanhas de Dolomite, no Norte da Itália.  Nesse ano de 1955 , Ciai encerra a sua carreira de corredor na Itália. 

 Em 1958, Ciai, fascinado pela aventura, decide mudar de vida e  vem para o Brasil. Trajando um belo terno italiano , chega ao Rio de janeiro, num vôo da Pan Air do Brasil,. Sem falar nada do nosso português , aprende suas primeiras palavras:  Guaraná ( o refrigerante ) e Continental ( antiga marca de cigarros). No mesmo ano, abre sua primeira oficina na cidade, na rua Paraíba , 9 . Lá ele se dedicava ao conserto das Lambretas , a febre do momento.Com saudades das pistas, em 58, participou com uma Lambreta, da corrida Rio – Belo Horizonte, onde ganhou e recebeu das mãos do então presidente , Juscelino Kubitschek, a quantia de 100 mil cruzeiros.  

Em 1968 , Ciai firma parceria com a Marca de motos  Italiana , Iso , modelo 150cc. Começa a fazer modificações no motor e na carenagem dianteira , adaptando a moto para as corridas nas pistas Brasilieras.  Com essa moto, Ciai vence a prova de 6 horas em Interlagos.

Em 1966 , Ciai , abre mais uma oficina própria carioca, agora na rua Afonso Pena, na tijuca . Lá ele se dedicava as berlinetas Wilians. Como bom apaixonado por carros , Ciai, em 1968, vai além das pistas e cria uma carro, um fórmula V. Com chassies e carroceria fabricado para as corridas . O piloto era Nilton Alves  e vence a prova na pista de Jacarepaguá. 

Em 1668, Ciai se transfere para a Lapa, e começa a sua história com a marca italiana Alfa Romeu. Ciai nessa época fica sendo uma referência na mecânica dessas máquinas, atendendo até ao consul da Itália no Brasil. Em 1968,  Ciai deixa a vida de solteiro e se casa com sua esposa até hoje, a amazonese, Beth, que ele conheceu em  uma festa na embaixada da Itália.

Em 1969, nasce sua única filha, Beatrice , hoje com 39 anos.  

Voltando aos motores, em 1970, Ciai, agora na firma  Vittori , oficina de luxo na época , servia  vários artistas  com seus carros importados. Dentre eles, Jô Soares, Juca Chaves e seu famoso Jaguar. Ivon Cury, entre outros.   

 Paulo Gomes ( Paulão) corredor de Stock Car, Luigi Ciai (c) e Renato Salvi

Em 1980, Ciai volta para a adrenalina das pistas , não mais como piloto mas como preparador técnico. Na frente da equipe Vittori, preparava velozes  Fiats 147,  para disputar o campeonato brasileiro da categoria. A equipe era formada pelos pilotos, Fábio Crespi, Murillo Piloto e Pedro La Roque. Nesse campeonato estavam também os pilotos Xande Negrão, Ricardo Paternostro,Átila Sipos e Renato Conil . Eram todos muito competentes e profissionais, eram amigos reunidos pela mesma  paixão . 

 

Luigi Ciai com Max Biaggi

Em 1987 , nasce a Ciai Auto Sport, na Praça da Bandeira, especializada em carros nacionais e importados, e muito procurado também pelos donos de Ferrari da cidade. Tinha para todos os gostos, da modelo Dino dos anos 80 a uma spider moderna  do anos 2000. Ciai era referência em problemas que ninguém podia resolver, afinal sua experiência era bem conhecida no meio. Por lá ficou até 2004 , quando resolver fechar, se não fosse a filha e a mulher estaria até lá hoje, Mas elas o fizeram entender que se aposentar faz bem para qualquer um .

  

Hoje portando muito bem seus 86 anos, continua apaixonado pelos motores e pelas corridas. Acompanha de perto os motociclistas mais novos, como Valentino Rossi  e Max Biaggi, com quem sempre se encontra e bate papo nas pistas. Não perde uma etapa da Stock Car aqui no Rio , quando encontra os amigos e lembra dos velhos tempo de pista. Muita história para lembrar!!  

E ainda como bom italiano é ferrarista doente e sente muita falta do brilhante,Schumacker. 

 Essa é a história de um italiano amante das motos, ferraris, motores e muita velocidade… Recentemente foi homenagado por um museu da Benelli. A moto que ele corria em 1945  está exposta no Museu Morbidelli em Pesaro, na Itália, terra da Benelli.

 

 Um forte abraço a todos, obrigada pelo carinho,
 Bia Ciai

 

27 Comments

  1. rubens
    4 de abril de 2009
    Responder

    Fantástico…é de emocionar!!
    Sendo Tijucano conheci bastante as oficinas Ciai.
    Já estava mesmo na hora de dar uma chance aos preparadores e pilotos cariocas. Parabéns Nelson Cintra!

  2. Joaquim
    4 de abril de 2009
    Responder

    Parabens Nelson

    Que sensacional a materia…..

  3. Leopoldo
    4 de abril de 2009
    Responder

    Que homenagem legal . Nada como a historia. Continue nessas buscas por pessoas tao interessantes que fazem parte da nossa historia.

  4. Joaquim
    5 de abril de 2009
    Responder

    Nelson
    Que interessante . Continue e parabens….

  5. Leopoldo
    5 de abril de 2009
    Responder

    Que saudade da epoca da motocicleta. Eu hoje estou distante,mas ainda me lembro da minha primeira cinquentinha,tinha que sair em dias de frio com jornal em baixo do casaco de couro. Papai obrigava. Depois vieram a 110, a 350, a 750 e por fim a honda 1000. Iamos todos la do postinho correr no autodromo a noite.Postinho era um posto que havia na esquina da Vieira Souto com Epitacio Pessoa.
    Queria muito ter conhecido esse corredor e amante das motocicletas. Parabens nelson Adorei

  6. Joaquim
    5 de abril de 2009
    Responder

    Que bom Nelson.Essa gente que faz parte ….tem que ser reconhecida.
    Continue a nos informar….

  7. Leopoldo
    5 de abril de 2009
    Responder

    Eu nao estou mais aqui, mas queria parabenizar ao Nelson sobre a materia do Ciai. Tive uma cinquentinha,uma 110,uma 350,uma 750e por ultimo uma honda1000. Todos os sabados a noite iamos para o autodromo correr. Saiamos do postinho la pelas nove horas. Era uma farra. Hoje com a idade que deveria ter adoraria conhecer o Ciai. Quem escreve pelo Leopoldo e a irma dele. Obrigada Nelson, a materia foi linda e o Leopoldo ….

  8. roberto nasser
    5 de abril de 2009
    Responder

    nelson, só um cavalheiro como você iria se preocupar em saudar e relembrar as pessoas que fizeram o nosso automobilismo. tanto deram de si, tanto fizeram, e hoje são esquecidos por nossa mania de cultuar apenas o presente, como se o mundo começasse conosco. que bom que você assumiu esta iniciativa. quantos construtores de nossa história já passaram sem uma lembrança de sua participação …
    fantástica a história do ciai, especial em tudo. do terno claro em avião – no tempo em que imigrante vinha nos porões da quinta classe – às primeiras palavras em portoghese. nasser

  9. 5 de abril de 2009
    Responder

    Nelson

    PARABÉNS!

    Homenagem mais que merecida ao Luigi Ciai que tive o prazer de conhecer, inclusive, apreciava tanto seu talento que em um de meus filmes fiz questão de congelar uma cena para mostrá-lo. E olha que foi justamente nessa que fiz a volta mais rápida naquele treino oficial.

    Lembro-me que o rapaz que editava o filme falou pra mim falou: – Poxa, vai congelar logo nessa que o Lorena aparece voando!

    Respondi: – Não importa, Ciai sempre foi muito bom e merece minha homenagem.

    Deixo o link aqui pra comprovar esse fato:

    https://www.youtube.com/watch?v=Esvaz6oreIk

    Mais uma vez, parabéns Nelson Cintra por homenagear essa “Lenda Viva”!

  10. 6 de abril de 2009
    Responder

    Nelson,

    Ficou sensacional a matéria sobre o Ciai.

    Tenho comigo uma prova irrefutável da competência do homenageado. Meu 911 tem um par de complicadíssimos carburadores triplos Zenith. Quando peguei o carro com o Milton Steinbruch, antigo proprietário, perguntei a ele a razão de um decalque-propaganda da oficina do Ciai, colocado no vidro traseiro. Resposta do Milton:- Sergio, até para São paulo eu levava esse carro para regular esses carburadores. Ninguém superava a “afinação” que o Ciai dava a essas duas “encrencas”.

    E o cara é especialista em Alfa Romeo!!!….

    Quem sabe, sabe….

    Abraço e mais uma vez parabéns.

    Sergio Fortes

  11. Luca Ciai
    12 de abril de 2009
    Responder

    Grande Luigino!
    Il più forte!!!!

  12. joão lourenço
    25 de abril de 2009
    Responder

    Parabens Nelson,como é delicioso rever idolos ,não importa se campeão ou não mas que fizeram parte da historia do motociclismo,obrigado por isso.Aproveito pra dizer a vc sobre o construtor e piloto de motos campeão de 1977 com um Ducati 900cc que ainda esta com ele ,Salvatore Amato ,ele mora em Moema e o filho tb ex piloto e campeão toca a oficina deles na rua Macuco,se um dia puder faça uma materia com eles .Me avise,abraçossssssss

  13. Nelson Cintra
    29 de abril de 2009
    Responder

    Aos Amigos , que aqui deixaram os seus comentarios, o meu grande obrigado.
    Fico feliz em saber que outra pessoas, hoje ja conhecem a historia deste italo-brasileiro que tanto fez pelo nosso automobilismo .
    Que deixou a sua Italia querida para viver neste Brasil .
    Eu que tenho a honra de ser seu amigo so tem que agradecer.

    A voçes o meu grande abraço .

    Nelson Cintra

  14. roberto ribeiro
    23 de junho de 2009
    Responder

    emocionado li a trajetoria de luigi ciai em 1961 tive uma iso em decorrencia do desempenho deste homem em varias competiÇoes no rio de janeiro .Parabens por seu trabalho em manter acesa a chama de entusiastas do tipo Ciai

  15. roberto ribeiro
    23 de junho de 2009
    Responder

    emocionado li a trajetoria de luigi ciai em 1961 tive uma iso em decorrencia do desempenho deste homem em varias competiÇoes no rio de janeiro .Parabens por seu trabalho em manter acesa a chama de entusiastas do tipo Ciai

  16. Hugo Penna Junior
    4 de setembro de 2009
    Responder

    Nelson Cintra , boa tarde , estava lendo sue Espaço Lenda viva e fui as lagrimas , eu ainda muito jovem tive a honra de trabalhar com Luigi CIAI o mago das ISO ,passei muitas noites polindo cilindros para melhorar os motores das ISOs, tambem corri na 1ª Corrida do Maracanã com uma JAVINHA 50 cc preparada por min com os conhecimentos adquiridos com o CIAI ,com ele aprendi tambem a comer macarrão enrrolando no garfo e colher na Rua Paraiba em frente ao Instituto Normal ,conheci tambem Eduardo Salme que era Mecanico de motos e lanterneiro que fazia as carrenagens das Isos moldadas a mão em aluminio ,Eduardo Salme tomou gosto pelas corridas e tambem passou a correr tornado-se o principal rival de CIAI , desta epoca tambem pode-se sitar Luiz Itaque que fez dupla nas 6 horas de interlagos com CIAI e Eduardo Salme e entre outros Jorge Negreiro , gostaria de poder me comunicar com CIAI . Nelson ao ler suas cronicas voltei no tempo -que maravilha – porque as coisas boas não morrem , um braço e um beijo no çoração.

  17. Hugo Penna Junior
    8 de setembro de 2009
    Responder

    Nelson , tive a triste noticia de que o estimado amigo Eduardo Salme faleceu a uns dias atraz vitimado por um cancer , Falei-lhe sobre ele em meu comentario do dia 04/09/09 quando do comentario que teci sobre Luigi Ciai é uma pena ele realmente merecia uma cronica ainda em vida , mas acho que as pessoas que o admiravam vão sentir falta dele . um abraço Hugo Penna.

    Salvador, 08/09/09

  18. luiz antonio g kropf
    12 de janeiro de 2010
    Responder

    Caro Nelson

    Sensacional a materia sobre o Luigi Ciai.
    Quando crianca, amante de motos e corridas e, principalmente de Alfa Romeu, pude acompanhar alguns feitos do Ciai.
    Hoje, 12 de janeiro de 2010, tive a alegria dupla:
    recebi a visita do proprio Luigi Ciai em minha oficina de reparacao estetica automotiva e fui informado desta sua materia jornalistica!

    Parabens!
    abracos Luiz

  19. Rafael de Lima Salme
    26 de fevereiro de 2010
    Responder

    Senhor Nelson lhe agradeço muito por lembrar de meu pai.
    Sou o filho mais novo de Eduardo Salme se precisar tenho fotos das antigas corridas.
    Bom lembrar tambem de Ciai que foi um de meus professores em mecânica automotiva alem de meu ai q passou a minha vida me ensinando tudo q sabe.
    Hoje sou grato a todos tenho uma oficina especializada em motores brabos nacionais e importados.
    Muito grato por lembrar de meu pai fico sempre muito emocionado sempre q vejo as fotos ou q alguem fala dele.
    Muito obrigado e foi uma ótima reportagem

  20. 7 de julho de 2010
    Responder

    Ele não era “apenas” o melhor preparador de motores, suspensão e caixa que conheci. Era um amigo, tio, avô, irmão e tudo de bom que se espera de um ser humano com H maiúsculo. Ele não consertava e afinava somente os carros e motos que passavam por suas mãos. Diversas vezes ia até sua oficina na praça da Bandeira só para tomar aquele cafezinho no botequim da esquina, ouvir suas histórias e escutar seus conselhos de vida.
    Não consigo imaginar ter um carro e não ter ele entre nós. Enquanto não nos reencontramos, vou andar a pé…
    Tchau bambino! Arrivederchi!!!

  21. 19 de julho de 2010
    Responder

    Tive o prazer de conhecer o Ciai no inicio de 1990. Eu havia comprado um GOL GTS/89 e perguntei à Revista Quatro Rodas, onde poderia turbinar meu GOL GTS aqui no Rio de Janeiro. Recebi na época a informação que somente uma pessoa poderia me atender: o Luigi Ciai !
    Em 91 turbinei com o Ciai outro GOL GTSm agora um 1990.
    Conviví com o Ciai de 1990 até o fechamento da sua oficina, utilizando a sua oficina e privando já de uma conversa mais ao pé do ouvido
    Guardo com carinho um colante escaneado no computador da Oficina do Ciai.
    Guardo sua lembrança com muito carinho.

  22. Murilo Pilotto
    13 de agosto de 2010
    Responder

    Amigos do Ciai,

    Informo a todos que dia 14/08/2010, sábado as 12 Hs, faremos uma homenagem ao Ciai no Autódromo do Rio de Janeiro. Durante uma etapa do Campeonato Regional de Turismo.

  23. Romana Picanço
    21 de novembro de 2010
    Responder

    A HISTÓRIA DE SEU PAI É MUITO BONITA.

  24. Paulo Ramos Junior
    23 de abril de 2011
    Responder

    Caro Nelson, bela homenagem.
    Tomei conhecimento apenas hoje desta materia, porém Ciai me vem sempre a lembrança quando vejo um Alfa Romeo.
    Nos conhecemos na Mecanica Victori e la ficamos amigos.
    Tive o prazer de degustar com ele, por diversas vezes, um belo Pecorino de Roma.
    Saudades.
    Grande Luigi

  25. João Hansen
    22 de agosto de 2011
    Responder

    Nelson, ótima matéria, resgatar a história do automobilismo brasileiro é algo para poucos.
    Parabéns.

  26. 8 de fevereiro de 2017
    Responder

    Querido Nelson.
    Respeitosamente gostaria de estar à par se possivelmente das homenagens do Sr. LUIGI.
    Por favor alguém me contatar.
    Linda homenagem.
    Ana Salme.
    Abços

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