O Conte Sua História – Seção no Portal AutoClassic, surgiu em homenagem ao Rio Minas Clube de Veículos Antigos que todo ano realiza um evento que está fazendo muito sucesso – Passeio de Veículos Antigos em Raposo.

Serão contadas neste espaço, todas as histórias do participantes do Passeio em Raposo de 2014. Se você participou, aguarde que em breve sua história será contada aqui.

No mês de Julho a história escolhida foi a de  – Wilson Welco Amorim – Membro da diretoria do Opala Club RJ.

Confira a história deste grande amigo e antigomobilista do Rio de Janeiro.

Wilson Welco Amorim com sua esposa – Maria Alice em evento antigomobilista no Rio de Janeiro

Desde pequeno sempre estive em contato com automóveis, influenciado por meu pai. Ele trouxe para casa o número um da revista Quatro Rodas  quando eu tinha três anos e, assim que aprendi, nunca mais deixei de ler.

Pouco mais tarde, eu usava caixas de pasta de dente, de sapatos, de camisas, grampos, clipes, tampas de plástico e mais um monte de pequenas coisas para fazer miniaturas. Depois veio o autorama, carrinhos de rolimã, bicicletas, e em 1964 fui ao meu primeiro Salão do Automóvel, em São Paulo. A Chevrolet C-1416, futura Veraneio, era a sensação do evento.

Wilson Welco Amorim tem este opala há 13 anos.

 

Em 1966, fui novamente com meu pai e meu avô e vi o Uirapuru da Polícia Rodoviária, os Fórmula V dos Fittipaldi e o Galaxie, que rodava numa pista  parecida com a de autorama gigante, com umas moças em volta dele. Do lado de fora do Pavilhão do Ibirapuera havia alguns carros antigos estacionados.  

Lembro que a Quatro Rodas fez uma reportagem sobre eles na década de sessenta e o Og Pozzoli, o Pardal e o Roberto Lee passaram a ser meus ídolos.

No Salão do Automóvel de 1968, o último que aconteceu no Ibirapuera, eu vi o Opala rodando naqueles “queijos” e, como o Galaxie no Salão anterior, rodeado de moças. Foi paixão à primeira vista, e embora já conhecendo muitos detalhes do carro pelas reportagens da Quatro Rodas, ver o Opala ao vivo foi um choque tanto para mim, que tinha dez para onze anos, quanto para meu pai, que comprou um dos 305 Opalas fabricados em 1968 logo que retornamos de São Paulo, Azul Astral com interior azul.

Eu já dirigia naquela época e tudo era motivo para “tirar o carro do sol”, “lavar o lado direito”, “lavar o lado esquerdo”, “acertar o carro na vaga”, etc. Vantagens de morar no interior, às vezes eu ia guiando até a escola pela manhã.

Assim, quando comecei a trabalhar e a ganhar o suficiente, com 18 para 19 anos adquiri meu primeiro antigo, em sociedade com um grande amigo: um Jaguar MK VII em 1979, estava em péssimo estado, embora quase completo.

Conseguimos um livro sobre o carro e levamos muitos meses até que seu motor funcionasse e aí apareceu a oportunidade de trocá-lo, ainda em estado de escombro, por quatro Mercedes-Benz, das quais conseguimos reconstruir duas, que foram trocadas por mais duas, depois mais umas três vieram…

Por volta de 1982 eu me “casei” com uma  Fintail 230 de 1967 azul claro com interior em pied-poule e em excepcional estado, que havia sido da embaixada da China.

Quando nasceu o meu segundo filho, meu carro de uso foi roubado e fui obrigado a me desfazer dela, com muita dor no coração. Posteriormente, alguns casamentos desfeitos me impediram de voltar a ter meus carros antigos mas, como brasileiro, nunca desisti do meu sonho e no começo do ano 2000 eu, mais uma vez separado, decidi comprar meu Opala Especial 1972, que está comigo até hoje.

 063B

Logo depois veio a Caravan 1979 e, no estaleiro mas já em obras, o sedã 1970 azul, como aquele 1968 que me marcou tanto. 

 E nesse meio tempo, o Opala Clube apareceu na minha vida, me abriu novamente o horizonte dos carros antigos e, com eles, o objetivo principal de tudo isso: fazer cada vez mais amizades.

O carro antigo é um elo forte com nosso passado, remetendo a situações, a pessoas, a parentes, a épocas que não nos permitimos esquecer. Por isso é tão fácil a amizade entre nós. Este sentimento faz com que estejamos sempre juntos, muitas vezes exercendo vários cargos na administração de mais de uma associação sem nenhum tipo de competição, ou rusga, ou animosidade.  Somos eternas crianças com 40, 50, 60, 70, 80, 90 anos, cuja principal diferença com as crianças de menos idade é o tamanho dos nossos brinquedos. E a gente sempre se emociona ao falar sobre isso…

IMG_0373

Tenho esperança de voltar a ter uma Fintail e enquanto isso vou admirando as dos amigos que, ainda bem, me permitem matar a saudade. Não é verdade, Henri? 

[accordion title=’Sobre o Henri’]

Nosso amigo, Welco  se refere a Hernri Brastein,  atual presidente do Veteran Car Clube do Rio de Janeiro que possui um Mercedes Benz Fintail.

[/accordion]

Como se Vê minha história sempre teve automóveis como prontagonista.

Um forte abraço a todos,
Wilson Welco Amorim