No dia 8 de Novembro, tirámos o pó dos carritos, e rumámos á bela planicie ribatejana.
O dia esteve esplêndido, repleto de uma luminosidade, de satisfazer os amantes da fotografia. A paisagem nostálgica de um sereno Tejo, emoldurando a preceito os nossos carrinhos coloridos, fez o deleite de todos.
A paisagem nostálgica de um sereno Tejo, emoldurando a preceito os nossos carrinhos coloridos, fez o deleite de todos
Este ano, por motivos pessoais, estive um bocado ausente dos passeios, e as saudades já eram muitas. Ao longo dos anos, de confraternização e folia, mais do que parceiros de passeata, acabaram por se tornar numa segunda família. Assim, é o habitual corrupio de beijos e abraços, um matar de saudades que se espelha nos sorrisos francos e uma torrente de perguntas para colocar a amizade em dia.
"...matar de saudades que se espelha nos sorrisos francos ..."
Num gesto tantas vezes repetido serpenteamos pelas estradas planas, deste belo Ribatejo, numa visão que nos alegra a alma e que transparece num sorriso de sentido prazer. O Tejo estende-se, plano e liso, numa calma serena e bela. Ao longo das suas margens, pequenos barcos agitam-se, deixando-se envolver pelo rio, como numa dança. Alguns, perecem abandonados, sombra da glória de outras épocas, em que a faina piscatória, lhes preenchia os dias. As pequenas casas de pescadores, de madeira e assentes em estacas, para se defenderem das famosas cheias, emprestam um colorido alegre ao local. E a luz, fabulosa, pincela amiúde o horizonte, em mutações de cor.
...E a luz, fabulosa, pincela amiúde o horizonte, em mutações de cor.
É com esta paisagem de fundo que nos banqueteamos no “Escaroupim”, um magnífico restaurante, em madeira, debruçado na margem do rio, emblema da terra de pescadores que lhe dá o nome. A sopa de peixe, reconforta-nos. Os pratos sucedem-se a preceito, a conversa desliza, regada com vinho novo.
"É com esta paisagem de fundo que nos banqueteamos no “Escaroupim”, um magnífico restaurante, em madeira..."
De tarde a paisagem sucede-se, atravessamos para a outra margem percorrendo uma antiga ponte de comboio. Valada, não menos bela, recebe-nos. É a hora de olharmos para os príncipes do asfalto. Alguns abrem o capot, mostrando as novidades. Os pescoços esticam-se curiosos. A atenções concentraram-se á volta dos nossos “meninos”, e não sei se foi inveja ou puro deleite mas, o sol brindou-nos com uma despedida magnífica. As árvores vestiram-se de tons pastel, e o céu incendiou-se num final de dia apoteótico e lembrando que já era tempo de conquistar outras paragens.
"De tarde a paisagem sucede-se, atravessamos para a outra margem percorrendo uma antiga ponte de comboio..."
Na Lapa encontra-se um dos restaurantes que mais aprecio, “A taberna do Alfaiate” , comida única em ambiente rústico e acolhedor, é um deleite para os sentidos e uma desgraça para a dieta. Os petiscos sucederam-se, as conversas, essas nunca param, o vinho novo promete e as castanhas como manda a tradição, quentes e boas.
Na Lapa encontra-se um dos restaurantes que mais aprecio,
“A taberna do Alfaiate”
Existem momentos que passam rápido mas, que se perpetuam no mar das nossas memórias, assim foi este passeio.
Edição - Teresa Gago - Equipe AutoClassic
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